A partir desta segunda-feira (23), o PAR-R (Pronto Atendimento Pediátrico Referenciado) do HU (Hospital Universitário) da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), começou a funcionar. O serviço opera na UMC (Unidade da Mulher e da Criança) e atende 24 horas por dia, exclusivamente por encaminhamento da regulação municipal ou do Samu.
O atendimento é voltado a pacientes com idade entre 29 dias e 12 anos incompletos e será feito pelo SUS (Sistema Único de Saúde), recebendo casos de Dourados e municípios da macrorregião. A proposta é ampliar a rede de assistência pediátrica, especialmente para situações clínicas de maior gravidade.
Por ser referenciado, a orientação é que a população continue buscando inicialmente as Unidades Básicas de Saúde, a Policlínica de Atendimento Infantil ou a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), conforme a urgência do quadro. Somente após avaliação e encaminhamento esses pacientes poderão ser atendidos no novo serviço hospitalar.
Segundo o superintendente do HU-UFGD, Hermeto Paschoalick, a iniciativa ajuda a suprir a carência de plantões pediátricos pelo SUS na cidade e deve funcionar como retaguarda para atendimentos mais complexos.
“Não vamos substituir a UPA ou o Hospital da Missão, mas seremos um serviço de apoio qualificado, e esperamos fazer a diferença especialmente no cuidado às crianças indígenas”, afirmou.
Ele acrescenta que a estrutura também deve dar mais segurança às equipes de outros serviços e contribuir para a formação de profissionais, tanto generalistas quanto especialistas em pediatria.
Para implantação do atendimento, a unidade realizou, no início de fevereiro, uma semana de capacitações voltadas aos profissionais que atuarão no serviço. Os treinamentos abordaram protocolos e rotinas do novo modelo assistencial pediátrico.
O gerente de Atenção à Saúde do hospital, Tiago Amador, afirmou que o avanço fortalece a linha de cuidado pediátrica e amplia a qualificação do atendimento prestado pelo SUS na região. Segundo ele, a implantação exigiu esforço coletivo diante dos desafios operacionais, mas resultou em mais uma estrutura voltada à assistência infantil na macrorregião.
