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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Deputado Neno Razuk é condenado a mais de 15 anos de prisão

Justiça aponta que parlamentar liderou organização criminosa que tentou assumir exploração ilegal em Campo Grande após desarticulação de grupo rival

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou o deputado estadual Neno Razuk (PL), a 15 anos e 7 meses de reclusão por participação em uma organização criminosa que teria atuado para assumir o controle da exploração do jogo do bicho em Campo Grande. A sentença também alcança outras 11 pessoas envolvidas no esquema.

A decisão foi proferida nesta segunda-feira (15) pela 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). Conforme a sentença, os réus tentaram invalidar o processo ao alegar supostas irregularidades na investigação, como entrada ilegal de policiais em imóveis e ausência de fundamentos suficientes para o oferecimento da denúncia.

No caso do parlamentar, a defesa sustentou que não havia justa causa para a ação penal, classificando a acusação como genérica e sem provas robustas. Também argumentou que a investigação não demonstrou de forma clara como Neno Razuk exerceria comando ou domínio sobre a suposta organização criminosa. Os argumentos, no entanto, foram rejeitados pelo Judiciário.

Neno Razuk foi alvo, em 2023, da Operação Successione, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Na ocasião, 15 pessoas foram denunciadas sob acusação de integrar uma organização criminosa envolvida em crimes como roubo majorado, exploração de jogos de azar e práticas de corrupção.

Durante o andamento do processo, três dos denunciados — Tiano Waldenor de Moraes, Diego de Sousa Nunes e Luiz Paulo Bernardes Braga — acabaram absolvidos, enquanto os demais tiveram a condenação mantida.

Segundo o Ministério Público, o deputado estadual ocupava a posição de liderança do grupo criminoso. As investigações apontam que ele teria levado aliados de Dourados para Campo Grande com o objetivo de ocupar o espaço deixado após a Operação Omertà, que desmantelou a organização comandada pelo clã Name, historicamente ligada à exploração do jogo do bicho na Capital.

Em trecho do processo, o Gaeco destacou que a apuração revelou a atuação de uma organização criminosa estruturada, liderada por Neno Razuk, responsável por crimes diversos, com destaque para roubos à mão armada e a exploração do jogo ilegal. Segundo o órgão, as ações do grupo causaram forte impacto na ordem pública e na tranquilidade da população de Campo Grande e de outros municípios do Estado.

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