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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Dourados lidera repasses de emendas Pix em MS

Enquanto algumas cidades ficaram sem receber recursos em 2025, município do sul do Estado concentrou quase R$ 10 milhões

O volume de emendas individuais impositivas transferidas por meio das chamadas emendas Pix evidenciou, em 2025, um forte desequilíbrio na distribuição de recursos entre os municípios de Mato Grosso do Sul. Enquanto cidades como Três Lagoas e Bonito, não receberam nenhum valor nessa modalidade, Dourados concentrou a maior fatia dos repasses no Estado.

O maior município do interior do estado recebeu R$ 9,9 milhões ao longo do ano, conforme dados do Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União. O montante coloca o município no topo do ranking estadual de transferências via emendas Pix.

Com população estimada em 265 mil habitantes, segundo estimativa 2024 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Dourados registrou um crescimento expressivo nos repasses: alta de 475% em relação a 2024, quando havia recebido R$ 2,08 milhões.

A disparidade se torna ainda mais evidente quando comparada à Capital. Campo Grande, maior cidade do Estado, com 898.100 moradores, recebeu apenas R$ 495 mil — valor cerca de 20 vezes menor que o destinado a Dourados.

Ao todo, Mato Grosso do Sul teve R$ 124,2 milhões empenhados em emendas Pix em 2025, distribuídos entre 62 municípios. Desse total, três cidades receberam até R$ 297 mil; nove ficaram na faixa entre R$ 297 mil e R$ 495 mil, incluindo Campo Grande. A maior parcela, 31 municípios, recebeu valores entre R$ 495 mil e R$ 1,63 milhão, enquanto 19 cidades ficaram no grupo que recebeu entre R$ 1,63 milhão e R$ 9,9 milhões.

Entre os municípios que superaram a marca de R$ 1 milhão estão Caracol, Fátima do Sul, Laguna Carapã, Aquidauana, Mundo Novo, Nova Alvorada do Sul, Anaurilândia, Angélica e Bela Vista.

Por outro lado, além de Três Lagoas e Bonito, outros 15 municípios sul-mato-grossenses não receberam qualquer repasse por meio das emendas Pix em 2025. Um caso que chama atenção é o de Figueirão, que no ano anterior figurou entre os municípios que mais receberam recursos por habitante. Em 2024, a cidade, com apenas 3.539 moradores, obteve R$ 700 mil, o equivalente a R$ 239,07 por pessoa, mas em 2025 ficou completamente fora da lista de beneficiados.

As emendas Pix têm sido alvo de críticas por dispensarem convênios e diversos critérios técnicos exigidos em outros tipos de repasse. Os valores são transferidos diretamente para o caixa das prefeituras ou dos Estados, o que amplia a flexibilidade no uso do dinheiro, mas também dificulta o acompanhamento, a fiscalização e o controle social sobre a aplicação dos recursos públicos.

*Com informações do Campo Grande News

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