Mato Grosso do Sul é o único Estado com previsão de alta na produção de soja na safra 2025/2026, na região Centro-Oeste que concentra a maior parte das lavouras do grão no país. Dados divulgados nesta quinta-feira, dia 15, pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), apontam para 15,6 milhões de toneladas da oleaginosa, volume 10% maior do que na colheita passada.
Com o plantio concluído, a área cultivada atingiu 4,4 milhões de hectares, sendo 5,5% a mais do que na safra passada. A produtividade também cresceu em 4,2%, chegando a 3,4 mil quilos por hectare. “Com boa umidade no solo e baixa incidência de pragas, as lavouras apresentam bom desenvolvimento”, divulgou a companhia.
O 4º levantamento divulgado pela Conab, descreve que a ocorrência de chuvas abundantes no Estado após o dia dez de dezembro, atingiu boa parte das regiões produtoras chegando a atingir os 230 milímetros. No entanto, ao redor dos ‘chapadões’, as chuvas foram irregulares e em quantidades abaixo do esperado.
“Com isso, alguns municípios, como Costa Rica, apresentaram áreas com problemas de estande e desenvolvimento inicial, que reduziram a projeção de produtividade, sem, no entanto, comprometer a viabilidade econômica da cultura. Nos municípios de Sonora, Pedro Gomes, Coxim, São Gabriel do Oeste e Bandeirantes, observa-se um amplo escalonamento do plantio”, descreve.
As lavouras do Estado ainda estão em diferentes estágios de desenvolvimento (vegetativo inicial e início de formação de vagens), “reflexo direto da irregularidade hídrica no início do plantio”. Essas variações, exigem “um manejo diferenciado e localizado para as próximas semanas”.
“Com relação às doenças, praticamente todas as lavouras já receberam a primeira dose preventiva de fungicida e, atualmente, a segunda aplicação está em plena execução. Em pontos isolados foram detectados incidência de bacteriose e míldio, em consequência da alta umidade”, detalha o relatório.
CENTRO-OESTE
A previsão é de que, no geral, MS atinja o teto produtivo, diferente de outros Estados da região. No Mato Grosso, por exemplo, “o ritmo da colheita é cadenciado pela ocorrência de chuvas e a maturação da cultura”, com perspectiva de que operação acelere somente no fim de janeiro. Maior produtor do grão no Centro-Oeste, MT deve colher 48,6 milhões de toneladas de soja, volume 5,2% menor do que da safra passada.
Goiás apresenta esse mesmo índice de queda, com previsão de produzir 19,6 milhões de toneladas. “Algumas áreas irrigadas já se encontram em maturação. As demais áreas são
beneficiadas pela regularização das chuvas”, descreve a Conab.
O Distrito Federal, teve aumento de 1,5% em área plantada com soja. No entanto, a previsão também é de queda de 2,9% na produção, chegando a 329,5 mil toneladas.
REGIÃO SUL
Já em uma perspectiva mais ampla considerando toda a região Centro-sul do país – que concentra mais de 80% das lavouras do grão -, MS tem um único Estado em sua frente na previsão de crescimento. O Rio Grande do Sul deve colher 30% a mais na safra deste ano, com possibilidade de alcançar 21,7 milhões de toneladas.
“A ocorrência de chuvas em todo o Estado favoreceu o desenvolvimento da cultura. Os produtores aproveitaram os períodos de tempo seco para a realização de tratos culturais. As primeiras áreas semeadas já entraram no estádio de enchimento de grãos”, detalha a Conab.
