A apreensão de 144 iPhones, 4 iPads e 1 Macbook, feita nesta quarta-feira (22) pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) na MS-270, no município de Dourados, terminou com três homens presos em flagrante por crime de descaminho (importar ou exportar mercadorias permitidas por lei sem pagar os impostos devidos).
Além do advogado e do irmão dele, comerciante, o sogro do primeiro também foi autuado na Delegacia da Polícia Federal. Ele viajava com o genro em uma SUV Mitsubishi Outlander. Segundo a polícia, o advogado e o sogro faziam serviço de “batedores” da carga ilegal, que seguia na caminhonete S10 conduzida pelo comerciante.
Os três passaram a noite na carceragem da Polícia Federal em Dourados e ainda hoje devem ser levados para audiência de custódia na Justiça Federal. O delegado plantonista estipulou fiança de R$ 30 mil (R$ 10 mil para cada um deles), mas até agora o valor não foi recolhido.
A prisão foi feita por policiais rodoviários federais da Delegacia Especializada de Fronteira na rodovia estadual entre o distrito de Itahum e a cidade de Dourados.
De acordo com a PRF, o advogado viajava com o sogro na Mitsubishi Outlander e foi o primeiro a ser abordado. Ele informou aos policiais que era advogado residente em Dourados e voltava de Ponta Porã.
Ao perceber a presença dos policiais na rodovia, o condutor da caminhonete S10 tentou fugir por uma estrada de chão, mas foi alcançado e detido. Durante vistoria, os agentes da PRF localizaram os eletrônicos num compartimento oculto no banco traseiro.
Proprietário de uma loja de celulares na Rua Toshinobu Katayama, em Dourados, e irmão do advogado que estava na Mitsubishi, o condutor da S10 informou que importa os celulares dos Estados Unidos e faz a retirada no Paraguai. Depois, os equipamentos são vendidos no mercado nacional, sem recolhimento de impostos.
A artimanha é muito usada por contrabandistas de Mato Grosso do Sul que abastecem as lojas das principais cidades, enviam os equipamentos para outros estados e fazem vendas pela internet. O advogado e o comerciante já tinham sido presos pelo mesmo crime, em 19 de junho de 2023, no interior de São Paulo. Esse processo segue em andamento na Justiça Federal.

