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terça-feira, 28 de abril de 2026

Em semana de vacinação, Dourados tem outra morte por suspeita de chikungunya

Em semana de vacinação, Dourados tem outra morte por suspeita de chikungunya

Mais uma morte por suspeita de chikungunya foi registrada em Dourados, a 251 km de Campo Grande, cidade brasileira com maior taxa de mortalidade em decorrência da doença em 2026. A vítima mais recente é um indígena de 29 anos de idade. Morador na Aldeia Bororó, ele apresentou os sintomas no dia 19 deste mês e morreu 6 dias depois, no Hospital da Vida.

De acordo com o COE (Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública), criado pela prefeitura para coordenar as ações contra a epidemia, agora são 4 mortes em investigação e 8 confirmadas. Ontem, Dourados iniciou a vacinação para tentar reduzir os casos graves e tem meta de imunizar 43 mil moradores de 18 a 59 anos. O município está em estado de calamidade de saúde pública por causa da epidemia.

O Relatório Epidemiológico Diário, divulgado nesta terça-feira (28) pela prefeitura, informa que Dourados atingiu 7.100 notificações de pessoas com sintomas de chikungunya. São 2.554 casos confirmados, 2.633 em investigação e 1.913 descartados.

Até a manhã de hoje, 33 pessoas com a doença já confirmada ou ainda esperando resultado de exames estavam internadas em hospitais da cidade – 1 no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 22 no HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados), 3 no Hospital Cassems, 3 no Hospital Regional, 1 no Hospital da Vida e 3 no Hospital Evangélico.

Apesar do aumento no número de mortes, a procura pela vacina no primeiro dia da campanha ficou abaixo da expectativa da Secretaria Municipal de Saúde. As Unidades Básicas de Saúde aplicaram apenas 207 doses nesta segunda-feira (27). Nas aldeias Bororó e Jaguapiru, onde a epidemia começou, apenas 30 pessoas procuraram os postos de saúde para receber a dose.

“É preciso manter a atenção total, redobrar os cuidados preventivos e buscar a vacinação, já que a procura no primeiro dia foi muito baixa”, afirmou Marcio Figueiredo, secretário de Saúde e coordenador-geral do COE.

Nos bairros, as equipes da prefeitura mantêm os mutirões de limpeza para recolher recipientes e outros materiais usados como criadouros do mosquito Aedes aegypti. Entre os dias 24 e 27 de abril, os agentes do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) vistoriaram 1.778 imóveis e encontraram 168 fechados.

Os proprietários foram notificados para fazer a limpeza desses locais e facilitar o acesso dos agentes. De acordo com a prefeitura, chama a atenção o fato de as equipes terem identificado apenas 6 focos do mosquito nos imóveis vistoriados.

“Apesar do pequeno número de focos, é importante que os moradores mantenham a atenção e os cuidados preventivos, sobretudo acabando com pontos de água parada no interior das residências”, alertou Marcio Figueiredo.

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