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sábado, 12 de setembro de 2026

Empregados da Caixa mantêm greve após rejeitar proposta sobre Saúde Caixa

Paralisação nacional iniciada na quinta-feira (10) segue por tempo indeterminado; banco avalia recorrer à Justiça do Trabalho.

Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve nacional, iniciada na quinta-feira (10), após rejeitarem a proposta final apresentada pelo banco. A paralisação continua por tempo indeterminado, enquanto as entidades sindicais tentam retomar as negociações.

Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos trabalhadores votaram contra a proposta em assembleia encerrada às 23h desta sexta-feira (11). O principal impasse envolve o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários, diante das mudanças propostas para o custeio e as regras de coparticipação.

Antes da votação, a Caixa informou que a oferta era final e sinalizou a possibilidade de recorrer à Justiça do Trabalho em caso de rejeição. A instituição deve avaliar a apresentação de dissídio coletivo, instrumento que permite à Justiça estabelecer condições para solucionar o conflito entre empregados e banco. Mesmo após o resultado, a Caixa declarou manter o diálogo aberto com as entidades representativas e buscar entendimento.

A mobilização começou após os trabalhadores recusarem uma proposta anterior para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% das bases sindicais haviam rejeitado o texto anterior. No início da greve, agências de São Paulo, Paraná e outras regiões amanheceram fechadas, enquanto os caixas eletrônicos permaneceram disponíveis.

Entre os itens da proposta rejeitada estavam prêmio de R$ 3 mil por empregado; pagamento, em 18 de setembro, do salário reajustado, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do Super Caixa e do prêmio; além da ampliação de 6,5% para 8% no limite de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa. O texto também previa antecipação da parcela da Caixa referente à 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030, pagamentos relativos ao PAMS a partir de 2027, R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde desde janeiro de 2027 e grupos de trabalho para discutir a eficiência do plano e novas fontes de financiamento. A proposta era válida até sexta-feira (11).

No Saúde Caixa, a instituição propôs contribuição dos empregados de 2,3% a 4,1% sobre o salário-base, conforme a faixa etária, e cobrança entre R$ 480 e R$ 660 por dependente, de acordo com a idade. Também estavam previstos o aumento do teto anual de coparticipação de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil por grupo familiar, limite de 9% para o grupo familiar e piso de R$ 50 por beneficiário.

As regras incluíam ainda 13 mensalidades, elevação de R$ 75 para R$ 150 no valor das consultas em pronto-socorro — fora do teto —, isenção de coparticipação para atendimentos por telemedicina e recadastramento anual obrigatório. Havia previsão de uma janela de 90 dias para adesão de titulares atualmente fora do plano, sem possibilidade de retorno ao Saúde Caixa após eventual cancelamento.

Durante a paralisação, a Caixa orienta os clientes a priorizarem os canais digitais e remotos, como aplicativo Caixa, internet Banking, WhatsApp Caixa, Caixa Tem e os aplicativos Cartões Caixa, Habitação Caixa, DPVAT e FGTS. Os clientes também podem utilizar caixas eletrônicos, a rede Banco24Horas, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.

O atendimento telefônico permanece disponível pelo Alô Caixa, nos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.

No Banco do Brasil, a maior parte dos sindicatos aprovou a proposta apresentada pela instituição, e os trabalhadores atuaram normalmente na sexta-feira (11). A paralisação permanece em 18 bases sindicais onde o movimento ainda não foi encerrado.

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