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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Exportações pela Rota e energia limpa pautam fórum para discutir suinocultura em Dourados

A abertura de novos mercados via Rota Bioceânica, mão-de-obra para ‘pilotar’ as inovações tecnológicas e o investimento em energia limpa, estão no centro dos debates no VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, realizado em Dourados nesta quinta-feira, dia 17.

O evento organizado pela Asumas (Associação Sul-Mato-Grossense de Suinocultores) reúne empresas, produtores, pesquisadores, entidades representativas, entre outros, para promover debates estratégicos que possam garantir planejamento para mais competitividade nessa cadeia produtiva.

SANIDADE, MÃO-DE-OBRA E INOVAÇÃO

Para o presidente da associação, Renato Spera, sanidade e inovação são pontos fundamentais para o setor, e há necessidade de unir os envolvidos no setor para conseguir treinar mão-de-obra especializada que acompanhe os avanços. “Hoje a suinocultura é moderna, é ‘tecnificada’. A gente coloca modernidade, mas precisa de pessoas para poder pilotar, para operar a atividade”, explica.

Ele pontua que em relação à sanidade, o Estado está atualmente em nível elevado. “A gente é reconhecido internacionalmente livre de febre aftosa. Isso traz o status para o Mato Grosso do Sul, uma pujança de comércio, de produção de carne suína para o Brasil e para a exportação”, acrescenta.

Exportações pela Rota e energia limpa pautam fórum para discutir suinocultura emDourados

Presidente da Asumas, Renato Spera. Foto: Clara Medeiros / Dourados News.

Spera ainda destaca que há uma expectativa de futuro próspero de crescimento e sustentabilidade a partir da Rota Bioceânica, aliando o cenário de oferta de grãos com a economia de 12 a 17 dias de frete, reduzindo os custos especialmente com foco em atender a demanda do mercado asiático. “Não só para a gente exportar, como para trazer tecnologia de fora, vai ser uma via de mão dupla”, acrescenta.

ENERGIA LIMPA

Participante do evento, o suinocultor de Itaporã Milton Bigatão, 61 anos, trabalha no setor desde 2001. Ele começou com três mil cabeças por lote e atualmente, tem um abate que chega a 70 mil por ano.

“A tecnologia hoje nas granjas é muito boa, a genética do suíno melhorou demais. Se você pegar hoje as nossas conversões, mortalidade, é muito diferente de quando a gente começou. Mas, exige mais atenção do produtor. O produtor tem que estar preparado, fazendo cursos, para poder acompanhar a genética e a tecnologia que nós temos hoje”, acredita o produtor.

Para ele, o principal tema em questão no fórum é o biometano, um biocombustível gasoso renovável obtido a partir do processamento de um biogás gerado pelos dejetos de suínos. “Energia limpa para nossa atividade, para a gente produzir em parceria com o meio ambiente”, destaca Bigatão.

Exportações pela Rota e energia limpa pautam fórum para discutir suinocultura emDourados

Suinocultor de Itaporã Milton Bigatão. Foto: Clara Medeiros / Dourados News.

“A maioria das granjas hoje tem a geração de energia a biogás, que a gente gera lá nossa energia da propriedade. O biometano é um pouquinho mais complicado, a gente está iniciando, já tem já alguns testes na região, no Estado, que está produzindo. E nós estamos caminhando para isso, gerar energia limpa”, pontua o produtor.

PROGRAMAÇÃO

A programação do evento que acontece no Salão de Eventos da Unigran, teve início às 8h e além da abertura oficial, teve debates sobre biometano, sustentabilidade e mercado.

As atividades serão retomadas às 14h com palestras sobre comunicação, desenvolvimento e retenção de profissionais, apresentação do Censo da Suinocultura, entrega de homenagens e o lançamento do 22º Congresso Nacional Abraves 2027.

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