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sábado, 19 de setembro de 2026

Em Dourados, Riedel diz fugir de provocações de adversários e foca em resolver fila na saúde

À frente nas pesquisas para a cadeira de governador de Mato Grosso do Sul, o candidato a reeleição Eduardo Ridel (PP) disse em coletiva de imprensa em Dourados, que não tem o sentimento de que a corrida está ganha e que optou por uma campanha ‘propositiva’, ao contrário dos adversários que promovem ataques pessoais.

Para o governador, a partir do momento em que teria conseguido organizar uma linha de pensamento no Estado que envolve aceno direto às propostas estabelecidas em seu Plano de Governo, não caberia a ele alimentar polarização, briga e discussão.

“A gente respeita todos os adversários. Eles estão numa agenda muito mais ‘virulenta’, vamos dizer assim, no pessoal as coisas. Mas, a gente vai conduzir o nosso caminho, entendendo que tem adversários, são oito candidatos a governador. Claro que tem os mais expressivos, os menos expressivos, respeitamos a todos e vamos fazer a nossa campanha”, afirmou.

Ele pontuou que fez ajustes, mas que mantém a essência do Plano de Governo apresentado na eleição passada em que foi vencedor e que teria governado ao longo do atual mandato com esse conjunto de propostas em cima da mesa.

“Esse aqui não é um documento para registro do Tribunal Eleitoral, é um documento guia de governança nossa e agora nesse segundo mandato, eu reajustei isso aqui, correção de rota, rumo, mas de princípios é o mesmo e a gente está fazendo uma campanha em cima disso”, disse Riedel, apontando para o Plano.

Entre outros, acredita ainda que um ‘dos fatores críticos de sucesso’ do Estado está na estabilidade, que inclui planos, projetos e lideranças políticas que protagonizam e conseguem identificar a atuar na mesma direção, ainda que haja divergências e discussões no campo administrativo.

SAÚDE

Entre as propostas relacionadas à Dourados, apontou as tratativas com o município para ‘atacar’ o problema da regulação de leitos, feita pelos dois entes para organizar o fluxo de pacientes entre as instituições de saúde.

Para ele, é necessária uma mudança estrutural, para solucionar o problema das filas por atendimento, que passam de 80 no Estado. “O cidadão não quer saber se é o município, se é o Estado, se é a União e nós temos a obrigação de nos organizarmos em torno disso”, afirmou.

O governador relatou que houve aumento em alguns repasses, reconhecendo que há necessidade de maior participação do Estado em investimentos. No entanto, pontua que sua proposta é fazer uma reordenação dos serviços de saúde, discutida de maneira séria com os munícipios.

“Vamos fazer alguma coisa, senão a gente continua dentro de um movimento que é ficar administrando situações difíceis”, disse fazendo referência a pensar em soluções pontuais, ao invés de atacar a raiz do problema.

Para ele, o HRD (Hospital Regional de Dourados) é um exemplo de quebra de paradigma, ao apresentar um modelo de gestão focado na regionalização da saúde, que está em período de maturação, mas que seu potencial deve ser aproveitado para ajudar a desafogar a saúde douradense. Ele ainda disse que pretende entregar a segunda fase da obra ainda este ano.

Em agenda de campanha em Dourados, Riedel participou da coletiva ao lado o candidato a vice-governador, José Carlos Barbosa, o Barbosinha (Republicanos); e dos que disputam o senado Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL).

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