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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Festival de cinema na capital tem mais de 60 filmes selecionados

O Festival Curta Campo Grande anunciou os filmes selecionados para sua terceira edição, que será realizada de 26 a 31 de outubro, reunindo 61 obras de diferentes regiões do país e do exterior. A seleção é resultado de um processo que analisou mais de 1.200 filmes inscritos e marca uma nova etapa do festival, que este ano amplia seu caráter internacional.

São 36 filmes nas mostras competitivas e outros 25 nas mostras paralelas. Entre as obras selecionadas estão produções de 16 estados brasileiros, além de filmes de países como Chile, Colômbia, Cuba, Argentina, Grécia e Angola, além de uma coprodução entre Brasil e Alemanha. A diversidade também aparece nos formatos, gêneros e perspectivas: há ficções, documentários, animações, obras híbridas, filmes que abordam questões LGBTQIA+, indígenas e raciais, além de narrativas que experimentam diferentes possibilidades da linguagem cinematográfica.

A seleção das mostras competitivas reúne 16 filmes na Curta Brasil, 7 na Curta MS, 6 na Curta Doc e 7 no Panorama Internacional. Já as mostras paralelas incluem Sessão Livre, Mostrinha e Sessões Especiais, ampliando o alcance do festival para públicos de diferentes idades e interesses.

Participaram do Comitê de Seleção para escolha dos filmes Sol Bouffay, Ricardo Cota e Vivi Pistache, todos atuantes em festivais do Brasil como Kinoforum, Aruanda, Mix Brasil, Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Festival do Rio, entre diversos outros.

Conforme Sol Bouffay, a seleção representa um exercício de responsabilidade e abertura para novos realizadores e linguagens. “Neste ano, o Curta Campo Grande buscou equilibrar e, é claro, na medida do possível, abrir as portas para novos nomes e gêneros cinematográficos. Isso implica fazer escolhas, e o desafio é enorme e de grande responsabilidade. Foi difícil escolher, porque isso implica desapegar da nossa subjetividade. Em um comitê de seleção, precisamos chegar a um consenso e a uma lista final”.

Entre os filmes selecionados para a Curta MS, seis irão fazer a estreia internacioanal: Candomblé por elas, de Elis Regina Cardeal Nogueira; Coragem, de Pedro Alvarenga; Kaguateka, de Gleycielli Nonato Guató; e Viva a capoeira – A história do mestre Guerreiro, de Thiago Rotta e Rafael Rotta; Amoitado, de Tero Queiroz e Aly Freitas; Khaos – Sobrevivendo na Escola, de Aniela Paes. Ainda será exibido Mapago, de Marcus Teles, único que teve sua estreia em outros festivais fora de Campo Grande.

Além da diversidade territorial, a seleção apresenta diferentes perspectivas e experiências de cinema. A produção do festival aponta que 30 dos filmes selecionados têm direção feminina, enquanto outros trabalhos trazem recortes indígenas, negros e LGBTQIA+, reforçando a pluralidade de vozes que atravessa a terceira edição.

Durante seis dias, filmes de diferentes territórios estarão lado a lado com a produção sul-mato-grossense, criando um mapa cinematográfico em que Campo Grande deixa de ser apenas o lugar onde as obras são exibidas e passa a ser também espaço de encontro entre culturas, linguagens e histórias.

FILMES SELECIONADOS

MOSTRAS COMPETITIVAS

Curta Brasil

America, de Aly Muritiba (PR)

Brasa, de Diane Maia (SP)

DIU, de Camila Schincaglia (SP)

Dona, de Anna Mol (MG)

Entrevista com fantasmas, de Lincoln Péricles (SP)

Floresta do fim do mundo, de Felipe Bragança e Denilson Baniwa (RJ)

Grão, de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza (RS)

Jazz, de Liza Gomes (RJ)

Joqueta, de Luciana Vieira (CE)

Kakxop pahok – A criança cega, de Charles A. P. Bicalho e Cassiano Maxakali (MG)

Marimbã está acontecendo, de Maryn Marynho (CE)

O véu, de Gabriel Motta (RS)

O²PURE, de Ian Salvaterra (RO)

Pequeno London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (RS)

Samba infinito, de Leonardo Martinelli (RJ)

Tião personal dancer, de Aristótelis Tothi (GO)

Curta MS

Amoitado, de Tero Queiroz e Aly Freitas

Candomblé por elas, de Elis Regina Cardeal Nogueira

Coragem, de Pedro Alvarenga

Kaguateka, de Gleycielli Nonato Guató

Khaos – Sobrevivendo na Escola, de Aniela Paes

Mapago, de Marcus Teles

Viva a capoeira – A história do mestre Guerreiro, de Thiago Rotta e Rafael Rotta

Curta Doc

A nave que nunca pousa, de Ellen Morais (PB)

A pele do ouro, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo (RR)

Cabeça de boi, de Lucas Zacarias (MG)

Caldeirão, de Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira (PI)

Divino: sua alma, sua lente, de Gilson Costta e Clea Torres (MT)

Recife tem um coração, de Rodrigo Sena (PE)

Panorama Internacional

¿Me vas a estar esperando?, de Conam Calderón (Chile)

Lo que sé, de JuanJosé Mantanilla (Colômbia)

Los Jimaguas, de Amanda Vasquéz e Carlos Cipriano (Cuba/Brasil)

Los peces no se ahogan, de Lea Vidotto Labastie

Navidad de Marga, de Marcia Majcher (Argentina)

NOI, de Neritan Zinxhiria (Grécia)

Posto de Identificação, de Danilson Bernardo Nzala (Angola)

MOSTRAS PARALELAS

Sessão Livre

Até onde os pássaros voam, de Raphael Maio (RS)

Caracóis, de Bia Lobo (MT)

Déia & Dete, de Bruna Schelb Correa e Francis Frank (MG)

Esquecendo Cacá, de Marizele Garcia (RS)

Guariba Guabirú, de Luiz Cláudio Corrêa Duarte (RO)

Kika não foi convidada, de Juraci Oliveira Campos Júnior (RR)

Memória de Pivete, de Pedro Santi (RJ)

Mensagem na garrafa, de Luana Ferreira (RJ)

Nina, de Nathalia Cavalcanti (PR)

O Sonho do menino Benjamin, de Rodolfo Pinotti (SP)

Pé de Garrafa, de Everson Teodoro (MT)

Trincheiras, de Lucas da Rocha e Maria Clara Almeida (PE)

Mostrinha

A casa de Dalva, de Tânia Cristina e Eduarda Gurgel (MG)

Azul índigo, de Andréa Paiva (CE)

Caracóis, de Bia Lobo (MT)

Curta Stokos, de Beatriz de Paula Medeiros, Carolina Namie Aguena Takamoto, Laís Fernanda Rodrigues e Manuela Flores Ribeiro (MS)

Lá na frente, de Márcio Andrade (PE)

O reino do fim da linha, de Cybel Chagas (RJ)

Sopro, de Fernanda Beling (BA)

Sessões Especiais

Dirty Sanchez, de L. Germanotta (MS)

Nioladi, de Ana Beatriz Leal (MS)

O vampiro e gazela, de Rose Panet (MA)

Os arcos dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)

Quarta-feira, de João Pedro Prado e Bárbara Santos (Brasil/Alemanha)

Terra bruta, de Allan Riggs e Guilherme Suman (RS)

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