O pente-fino na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) terminou com quatro presos levados para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) na quarta-feira, dia 23, acusados de praticar tráfico de drogas dentro do estabelecimento penal. Eles foram flagrados com porções de cocaína, maconha e haxixe nas celas.
No Raio 1, foram apreendidos 10 pacotes de cocaína pesando 1,1 kg na cela 21, que pertenceriam ao detento Michel Eduardo Lopes de Franca, de 23 anos, de Selvíria.
No pátio desse mesmo Raio, ainda foram encontradas cinco porções de cocaína pensando 40 gramas, outro pacote contendo 223 porções da droga, além de 200 porções de maconha. Essa carga não teve o dono identificado.
No Raio 3 foram flagrados mais dois detentos. Alisson Breno de Souza Paixão, 30 anos, estava na cela 4 com quatro porções de cocaína pesando 201 gramas e uma porção de 103 gramas de haxixe.
Alisson é de Dourados, assim como Igor Deales Cateli, 30 anos, que também foi flagrado com 41 porções de maconha na cela 9.
Luis Fernando Figueiredo de Souza, 29 anos, que é de Ponta Porã, etária na cela 22 com um pacote contendo 4 porções de cocaína que totalizaram 197 gramas e um pacote com 105 gramas de haxixe.
Eles foram levados para a Depac, onde foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e já foram devolvidos à PED.
OPERAÇÃO MUTE
O pente-fino faz parte da Operação Mute, promovida pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) em todo o país. A ação reúne equipes operacionais, inteligência e tecnologia para identificar vulnerabilidades e retirar materiais proibidos do ambiente prisional.
Na PED, participaram dessa fase policiais penais da própria unidade, equipes do Cope (Comando de Operações Penitenciárias) e da GISP (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário), sob coordenação da Diretoria-Geral da Polícia Penal e da Diretoria de Operações da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).
A operação conta, ainda, com a atuação da FPN (Força Penal Nacional).
Para a realização da 'Mute', são utilizados recursos tecnológicos ampliados. Entre os equipamentos empregados estão georradares e kits de varredura, que aumentam a capacidade de identificação de possíveis materiais e pontos de vulnerabilidade nas estruturas prisionais.
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