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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Agesul inicia perfuração de superpoços nas aldeias Jaguapiru e Bororó

Obras são a primeira etapa de um sistema de abastecimento estimado em R$ 50 milhões, projetado para atender quase 30 mil pessoas até 2033

A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) iniciou a perfuração de dois superpoços nas aldeias Jaguapiru e Bororó, na Reserva Indígena de Dourados. A intervenção integra a primeira etapa de um projeto de abastecimento de água que prevê investimento total de R$ 50 milhões e estrutura dimensionada para atender quase 30 mil pessoas, considerando o crescimento demográfico das comunidades até 2033.

O problema de falta d'água nas comunidades se arrasta há décadas. Juntas, as aldeias têm cerca de 20 mil moradores, quantidade populacional maior que quase metade dos 79 municípios sul-mato-grossenses.

Elaborado pela Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), o projeto contempla ainda a construção de reservatórios, adutoras, redes de distribuição e estruturas necessárias ao tratamento e controle da qualidade da água. O sistema foi planejado para ampliar a regularidade do abastecimento e manter pressão equilibrada entre as duas comunidades.

Nesta primeira etapa, será construído um superpoço na aldeia Jaguapiru e outro na Bororó. A captação será feita no Aquífero Guarani, a mais de 600 metros de profundidade. Cada estrutura terá capacidade estimada de produção de 300 mil litros de água por hora, volume semelhante à média dos poços instalados na área urbana de Dourados.

O investimento previsto é de R$ 4,49 milhões em cada superpoço, com recursos do Ministério da Saúde, por meio de repasses da Caixa Econômica Federal. A execução está sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), por meio da Agesul.

Cada contrato está dividido em duas frentes: perfuração dos poços e implantação da rede de distribuição de água. As etapas seguintes incluem os processos licitatórios para a construção dos reservatórios, ampliação das redes de distribuição e implantação das casas de química.

Para o diretor comercial da Sanesul, Mardson Valente, o início da execução representa uma etapa importante para a implantação do novo sistema.

“Com a perfuração dos poços, o projeto entra efetivamente na fase de execução. A estrutura foi planejada para ampliar a segurança do abastecimento e garantir que a água distribuída às comunidades atenda aos padrões de potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde”, explicou.

O controle de qualidade também integra o planejamento operacional. Nas casas de química, amostras da água serão coletadas e analisadas semanalmente para acompanhamento dos parâmetros exigidos para consumo humano.

Morador da aldeia Bororó, Rosenildo Gabriel Morales destaca a expectativa das comunidades com a implantação da nova estrutura.

“A implantação de água tratada poderá melhorar a qualidade de vida das famílias das duas comunidades, garantindo mais segurança hídrica, saúde e dignidade. Esperamos que esse projeto avance com responsabilidade e traga benefícios para toda a comunidade indígena Guarani, Kaiowá e Terena”, afirmou.

O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, também celebra o avanço em um projeto desenhado a tantas mãos. “Não estamos apenas iniciando uma obra; estamos começando a superar uma dívida histórica. Água é saúde, é dignidade, é vida. Depois de tantos anos de dificuldades, ver as máquinas trabalhando nas aldeias Jaguapiru e Bororó significa transformar compromisso em realidade e garantir às famílias indígenas um direito que é de todos: água potável chegando às suas casas”, comemorou.

Com a conclusão das diferentes etapas, o novo sistema deverá ampliar a infraestrutura de saneamento disponível nas aldeias Jaguapiru e Bororó, oferecendo maior capacidade e regularidade no fornecimento de água potável às comunidades.

Agesul inicia perfuração de superpoços nas aldeias Jaguapiru e Bororó
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