A seleção brasileira derrotou a Austrália nesta terça-feira, por 4 a 2, em Brisbane, e espantou a má impressão deixada no empate por 1 a 1 no primeiro jogo contra os australianos nesta Data Fifa, na última sexta.
Com um time repleto de caras novas, o Brasil iniciou bem a partida e abriu o placar logo cedo. Apesar de levar a virada, a equipe do técnico Carlo Ancelotti fez prevalecer a sua qualidade técnica e buscou o resultado — apesar de a equipe necessitar de ajustes. Veja as notas do time brasileiro abaixo:
Otávio: 4,0
O promissor goleiro do Cruzeiro, de 20 anos, demonstrou insegurança. Errou no lance do primeiro gol da Austrália, deixou a impressão de que poderia ter ido melhor no segundo e entregou uma bola no pé do adversário no primeiro tempo que poderia selar o terceiro. Não estreou bem.
Vanderson: 7,0
Atrapalhado por lesões, finalmente pôde estrear sob o comando de Ancelotti. Marcou o primeiro gol do Brasil e mostrou qualidade no apoio.
Jair Cunha: 6,5
Se no primeiro jogo contra a Austrália demonstrou nervosismo, desta vez o jovem zagueiro demonstrou segurança, com qualidade para sair jogando e precisão para cortar bolas perigosas. Levou a melhor sobre o veloz Irankunda.
Gabriel Magalhães: 6,0
Não fez jogo brilhante, mas também não comprometeu. Errou passes e cometeu falta que poderia ter causado a sua expulsão. Foi bem nas bolas pelo alto.
Mauro Júnior: 6,5
Mais preso à marcação do que Vanderson, teve a sua primeira oportunidade como titular e fez jogo correto. Merece ter continuidade.
Bruno Guimarães: 8,0
Melhor jogador da seleção brasileira na partida, foi o cérebro do time de Ancelotti. O camisa 8 foi o responsável pela organização e, quando foi posicionado mais à frente no segundo tempo, ainda mostrou virtude para pisar na área e balançar as redes. Será peça fundamental na renovação do Brasil.
Danilo: 7,5
Mais uma boa partida do meio-campista do Botafogo. Desarmou, atacou, sofreu pênalti e, no fim, participou de três de quatro gols da seleção. Por que não foi mais utilizado na Copa?
Gabriel Bontempo: 6,5
Um pouco mais tímido do que os companheiros de meio-campo, a joia do Santos cumpriu papel tático importante ao pressionar a defesa adversária e aparecer na área como opção de finalização. Partida correta.
Rayan: 6,0
Deu a assistência do primeiro gol brasileiro e deu opção na ponta-direita no início avassalador do Brasil. Depois cometeu erros de passe e falhou nos dois gols da Austrália.
Raphinha: 7,0
À vontade na função de falso 9, como vem atuando no Barcelona, deu opção em ambos os lados do campo, infiltrou por trás da zaga adversária com perigo e marcou de pênalti. Merece ser utilizado mais vezes com este posicionamento. Saiu no intervalo com desconforto.
Vini Jr.: 7,0
Fez um primeiro tempo muito ruim, com erros técnicos que não costuma cometer. Melhorou no segundo tempo, participando do terceiro gol e marcando de pênalti após sofrer penalidade.
Endrick: 6,5
Manteve o nível de Raphinha e deu a assistência para o gol de Bruno Guimarães. Perdeu boa chance no primeiro tempo e, pilhado, discutiu com os australianos. A confusão, ao menos, parece ter despertado o ânimo do time para buscar a vitória.
Matheuzinho: 6,0
Entrou no segundo tempo no lugar de Vanderson e ficou preso à marcação. Fez partida correta.
Andrey Santos: 6,5
Outro que limitou-se a marcar e apareceu pouco com a bola no pé, mas foi importante para dar a consistência ao meio-campo com Bruno Guimarães mais avançado.
Estêvão: 6,5
Deu trabalho para a marcação australiana e quase marcou em chute de fora da área.
Martinelli: 6,0
Bem na marcação e pouco brilho com a bola no pé. Outro que foi correto.
Vitor Reis: sem nota
Entrou no fim da partida.
Breno Bidon: sem nota
Entrou no fim da partida.
Samuel Lino: sem nota
Entrou no fim da partida.
Arthur Dias: sem nota
Entrou no fim da partida.
Carlo Ancelotti: 6,5
A seleção brasileira, pasmem, melhorou com um meio-campo mais preenchido. Tem mérito ao escalar caras novas e fazer a engrenagem do time funcionar diante de um adversário mediano. A seleção, porém, ainda carece de alguns ajustes na marcação. O time brasileiro voltou a dar espaços na entrada da área e mostrou problemas na bola aérea.

