Dos oito deputados federais eleitos por Mato Grosso do Sul para a legislatura que começa em 2027, seis se autodeclaram brancos e dois, pardos. No Senado, os três representantes do Estado se declaram brancos. A composição deixa MS sem parlamentares autodeclarados pretos, indígenas ou amarelos nas duas Casas.
Na Câmara dos Deputados, os brancos ocuparão 75% das vagas do Estado. São eles Camila Jara (PT), Dagoberto Nogueira (PP), Isa Marcondes (Republicanos), Mara Caseiro (PL), Marcos Pollon (PL) e Rodolfo Nogueira (PL). Os outros 25% correspondem a Beto Pereira (Republicanos) e Rose Modesto (União), que se autodeclaram pardos.
Entre as quatro mulheres eleitas para a bancada federal, três se declaram brancas e uma, parda. Entre os quatro homens, a distribuição é a mesma.
No Senado, os eleitos Renan Contar (PL) e Reinaldo Azambuja (PL) se juntarão a Tereza Cristina (PP), cujo mandato segue até 2031. Os três se autodeclaram brancos.
A proporção de brancos na bancada de deputados federais de MS fica ligeiramente acima da registrada no conjunto da Câmara. Segundo levantamento publicado pela Folha de S.Paulo, 374 dos 513 deputados eleitos no País se autodeclaram brancos, o equivalente a 72,9% das cadeiras.
O jornal aponta que o número de deputados brancos cresceu pela primeira vez desde 2014, quando o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) passou a coletar informações sobre raça e cor dos candidatos. Em 2022, haviam sido eleitos 366 parlamentares brancos.
No cenário nacional, os deputados autodeclarados pardos passaram de 113 para 106, enquanto os pretos aumentaram de 26 para 29. A bancada indígena caiu de quatro para três representantes.
Já no Senado, o levantamento da Folha indica que 57 dos 81 parlamentares da próxima composição se declaram brancos, ou 70,4%. Em Mato Grosso do Sul, essa proporção será de 100%.
Os dados se referem à autodeclaração dos parlamentares. A composição da bancada federal não deve ser confundida com a da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul).

