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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

MP apura falta de pessoal e estrutura em centro de imunização do HRMS

Vistoria constatou déficit de servidores e limitações de equipamentos após aumento da procura pelo serviço

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) instaurou inquérito civil para apurar as condições de funcionamento do Crie (Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais), instalado no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande. Inspeção realizada no local apontou déficit de profissionais e limitações na estrutura física e nos equipamentos.

A investigação, conduzida pela 32ª Promotoria de Justiça da Saúde Pública de Campo Grande, começou a partir de uma notícia de fato. O objetivo é verificar se a unidade atende às diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde para a Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais.

Durante a inspeção, o MPMS constatou que o centro funciona regularmente, mas identificou limitações na infraestrutura e nos equipamentos, além de falta de pessoal. Segundo o órgão, o cenário ocorre em meio ao aumento expressivo da procura por imunobiológicos especiais em Mato Grosso do Sul.

O Crie atende pessoas que, por condições clínicas específicas, precisam de vacinas ou outros imunobiológicos especiais, conforme critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

No decorrer das apurações, a direção do Hospital Regional informou que a coordenação operacional e a destinação de recursos ao centro são de responsabilidade da gestão estadual.

Diante dos problemas identificados, a Promotoria requisitou esclarecimentos à SES (Secretaria de Estado de Saúde) sobre o número de profissionais disponíveis e se a equipe atual é suficiente para atender à demanda. Também questionou se há previsão de ampliar a carga horária médica e pediu um cronograma para a modernização do serviço.

Com o inquérito, o Ministério Público pretende acompanhar as providências adotadas e verificar se o Crie cumpre os parâmetros mínimos de funcionamento estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A reportagem procurou o Hospital Regional e a SES (Secretaria de Estado de Saúde) para comentar o caso e aguarda retorno.

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