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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Campo-grandense deve gastar até R$ 295 no Dia das Crianças, estima CDL

Pesquisa projeta R$ 195 para presentes; passeios e confraternizações somam outros R$ 100

O Dia das Crianças deve movimentar cerca de R$ 240 milhões no comércio e no setor de serviços de Campo Grande. A estimativa é da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Campo Grande, que ouviu 210 consumidores distribuídos pelas sete regiões urbanas da Capital.

O levantamento aponta gasto médio de R$ 295 por consumidor. Desse valor, R$ 195 devem ser destinados à compra de presentes e R$ 100 a passeios, refeições e confraternizações. A projeção nacional é de R$ 308 por consumidor e movimentação superior a R$ 18 bilhões.

Segundo o presidente da CDL, Adelaido Figueiredo, o consumidor pretende presentear, mas deve pesquisar antes de fechar a compra.

“O campo-grandense vai comprar presente, mas compara preço antes. Ele está com a calculadora na mão e escolhe com cuidado onde deixa o dinheiro”, afirma.

Consumo muda entre regiões – O levantamento identificou diferenças nas escolhas conforme a região da cidade. No Prosa, onde estão os principais shoppings e bairros de maior renda, cresce a procura por eletrônicos, brinquedos de marcas conhecidas e passeios. Nesse público, a comodidade também influencia a decisão.

No Anhanduizinho, região mais populosa da Capital, roupas, calçados e brinquedos de menor preço aparecem entre as prioridades. O comércio de bairro ganha espaço pela proximidade e pela possibilidade de negociação.

No Centro, o consumidor costuma chegar após consultar preços pelo celular e busca descontos ou melhores condições de pagamento. Nas regiões Bandeira, com destaque para as Moreninhas, e Imbirussu, especialmente no corredor comercial da Avenida Júlio de Castilho, a relação com lojistas conhecidos tem peso na escolha.

Nas regiões Segredo e Lagoa, a pesquisa aponta maior interesse por presentes considerados úteis ou que possam ser compartilhados, como tênis para uso escolar e jogos destinados a mais de uma criança.

“O lojista precisa saber quem passa na calçada dele. O cliente do Prosa não compra do mesmo jeito que o do Anhanduizinho”, avalia Adelaido.

Pix e parcelamento – A expectativa é de predominância dos pagamentos à vista, principalmente por Pix. Quem precisa comprar mais de um presente sem concentrar toda a despesa no mesmo mês também deve procurar cartão de crédito, crediário próprio e parcelamento.

A média superior a dois presentes por consumidor indica que filhos, sobrinhos e afilhados devem dividir a lista de compras. Por isso, produtos de diferentes faixas de preço e informações claras sobre parcelamento podem influenciar a decisão.

“Deixe escrito no balcão e na vitrine em quantas vezes dá para parcelar e a partir de que valor é sem juros. Muita gente não pergunta e acaba levando menos”, orienta o presidente da entidade.

Na disputa com as compras pela internet, as lojas físicas apostam na retirada imediata do presente e na ausência do risco de atraso na entrega. A expectativa da CDL é de que o movimento aumente nos dias mais próximos à data, exigindo reforço no atendimento, nos caixas e na reposição dos produtos.

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