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domingo, 11 de outubro de 2026

Morto pela polícia em Rio Brilhante era comparsa de grupo do CV de Sidrolândia

Anderson, o Mandrake, tinha 24 anos; outro suspeito, foragido por roubo, também morreu na ação do Choque

Um dos homens mortos em confronto com o Batalhão de Choque na noite de sábado (10), em Rio Brilhante, a 161 quilômetros de Campo Grande, era apontado pela polícia como comparsa de Jonas Gabriel de Souza Sales, de 19 anos, morto durante operação policial na sexta-feira (9), em Sidrolândia.

Anderson Gabriel Barreto de Morais, conhecido como Mandrake, tinha 24 anos e foi baleado durante uma abordagem na Rua Antônio João, no bairro Olímpico. Na mesma noite, Gesiel Erion de Oliveira Brás, de 25 anos, também morreu após trocar tiros com policiais em outro endereço do bairro.

Conforme o Batalhão de Choque, a ação em Rio Brilhante ocorreu durante a Operação Protetor, após uma denúncia anônima recebida pelo telefone 190 informar que um homem vindo de Sidrolândia estaria armado e aguardava a chegada de outro suspeito para praticar crimes no município.

As equipes foram até uma residência na Rua Antônio João e visualizaram Anderson com uma arma de fogo. Segundo o boletim de ocorrência, ao perceber a aproximação policial, ele correu para dentro do imóvel e disparou contra os militares, que reagiram. Depois que a ameaça foi contida, o homem foi desarmado e encaminhado ao Hospital Beneficente de Rio Brilhante, onde a morte foi constatada.

Durante as diligências, outro suspeito fugiu pelos fundos da casa, também armado. Equipes da Rotac (Rondas Ostensivas Táticas e Ações de Choque) localizaram Gesiel na Rua Laucídio Coelho, ainda no bairro Olímpico. De acordo com o registro policial, ele atirou contra os militares durante a tentativa de abordagem. Os policiais reagiram e, após o confronto, desarmaram o homem e o levaram para atendimento médico, mas ele também morreu.

Gesiel era considerado foragido e tinha mandado de prisão em aberto por roubo. A ocorrência foi registrada por volta das 19h45 e inclui tipificações como suspeita de pertencimento a organização criminosa, tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo, desobediência, resistência e morte decorrente de intervenção de agente legal do Estado.

Morto pela polícia em Rio Brilhante era comparsa de grupo do CV de Sidrolândia
Revólver foi apreendido durante a ação policial que terminou com a morte de dois homens em confronto (. Foto: Divulgação/Batalhão de Choque)

Sidrolândia – A morte de Anderson ocorre um dia depois de uma ação conjunta do Batalhão de Choque e da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), que terminou com quatro suspeitos mortos em Sidrolândia, a cerca de 70 quilômetros da Capital.

Entre eles estava Jonas Gabriel de Souza Sales, de 19 anos, apontado pela Polícia Civil como suspeito de participar de uma tentativa de homicídio registrada na quinta-feira (8), na Rua José Ferreira França, no bairro Ipacaray. A vítima, um homem de 44 anos, tomava tereré quando foi alvo do ataque.

Segundo a Polícia Civil, Jonas, Vanessa Thiel de Almeida, de 19 anos, e outros dois adolescentes integrariam o CV (Comando Vermelho). A investigação aponta possível envolvimento dos suspeitos em atentados em Maracaju, Sidrolândia e Rio Brilhante, em meio a disputas territoriais entre o CV e o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Jonas tinha mandado de prisão em aberto e também era investigado pela tentativa de homicídio. Um dos adolescentes era alvo de mandado judicial de busca e apreensão. Em um vídeo recebido pelo Campo Grande News, Jonas aparece armado e faz ameaças contra pessoas que associa ao PCC.

A operação em Sidrolândia ocorreu em uma residência no loteamento Alto da Figueira, na Rua Adolício Pereira da Silva, onde os policiais foram após receberem informações de que os suspeitos estariam escondidos. Além do Choque e da Garras, participaram das diligências a 8ª Companhia Independente da Polícia Militar, a Força Tática e a Delegacia de Polícia de Sidrolândia.

Conforme a Polícia Civil, os disparos começaram depois que os agentes anunciaram a presença policial. Durante a entrada e o avanço pelo imóvel, suspeitos armados atiraram contra as equipes, atingindo inclusive um escudo balístico. Os policiais reagiram, e quatro homens foram baleados. Eles foram encaminhados a uma unidade de saúde, mas morreram após atendimento médico.

Na residência, foram apreendidos dois revólveres calibre .38, um revólver calibre .32 e uma pistola calibre 7,65 mm. Uma motocicleta Honda Fan 125, apontada pela polícia como veículo utilizado nos atentados, também foi recolhida. Latas de tinta spray vermelha encontradas no imóvel serão analisadas no contexto de pichações relacionadas à atuação de organizações criminosas e disputas territoriais.

Investigação – Em Rio Brilhante, os policiais recolheram armas encontradas nos dois locais dos confrontos e os armamentos institucionais utilizados pelas equipes. Também foram reunidos documentos relativos à locação de um dos imóveis e registros de movimentações financeiras mencionadas no levantamento preliminar.

As circunstâncias das duas intervenções, os materiais apreendidos e a possível participação de outras pessoas serão apurados pelos órgãos competentes. A Polícia Judiciária Militar também deverá analisar a atuação dos policiais envolvidos.

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