A pesquisa “O Comportamento dos Preços da Cesta Básica no Município de Dourados” apontou que mais da metade dos produtos teve aumento nos valores praticados em setembro, em comparação ao mês anterior. Dos 13 itens levantados, sete apresentaram alta.
A maior parte dos itens estão, geralmente, no prato serviço no almoço dos douradenses. A alta mais significativa foi encontrada no tomate, que subiu 25,05%, sendo o segundo mês consecutivo que o fruto está mais caro para quem vai ao mercado. Seguido dele, está a margarina (+7,97%); batata (+5,66%); carne (+5,32%); arroz (+3,62%); açúcar (+3,51%) e feijão (+1,93%).
Já entre os produtos que tiveram queda ou estagnação de preços, a maioria costuma ser consumida no café da manhã. A maior redução é apontada no óleo de soja (-6,33%) seguido do leite (-3,65%); banana (-2,37%); farinha de trigo (-1,05%); e café (-0,41%). O único a fechar sem qualquer variação de preço foi o pão francês, pelo segundo mês consecutivo.
O levantamento divulgado pelo Projeto de Extensão do Curso de Ciências Econômicas da Face/UFGD (Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia da Universidade Federal da Grande Dourados), utiliza como parâmetro os 13 itens de composição da Cesta indicados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que serve de base para estabelecer o salário mínimo, conforme a Lei Nº 399.
Conforme a pesquisa, o douradense desembolsava R$ 724,07 no mês passado, passou a pagar R$ 760,10, uma alta de 4,98%. A Cesta em Dourados ainda ficou mais cara do que em 15 capitais brasileiras, mas mais baixa do que a praticada em Campo Grande, que fechou em R$ 806,56, conforme dados do Dieese.
O levantamento ainda aponta que o douradense que recebe um salário mínimo por uma jornada mensal de 220 horas, chega a trabalhar 103 horas e 10 minutos e desembolsar 46,89% do que ganha somente para comprar o essencial para se alimentar.
“A pesquisa mostrou que vale muito a pena realizar seu próprio levantamento de preços antes de sair às compras, porque existe diferença muito significativa de preços entre um supermercado e outro com os mesmos produtos”, analisa o coordenador do projeto, economista e professor da Face/UFGD Enrique Duarte Romero, em seu relatório sobre os dados.
Ele sugere que antes de sair às compras, os consumidores observem a pesquisa mensal de preços divulgada pelo Procon (Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor) que traz o detalhamento de preços identificando os estabelecimentos comerciais.
Ele lembra que em setembro, a diferença de preços praticada entre um estabelecimento e outro pela Cesta chegou a 21,97%. Isso significa que dependendo o mercado de escolha do consumidor, é possível economizar R$ 183.
Com esse recurso, segundo o professor, é possível comprar 49,6 litros de Etanol em um dos postos de combustíveis mais baratos da cidade ou 3,87 kg de carne, cujo preço médio é R$ 47,26 o quilo, considerando cortes como coxão mole, coxão duro e patinho.

