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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Serviços de MS têm 4ª maior queda do País em agosto

Setor recuou 6,9% em relação a 2025, enquanto média brasileira avançou 0,6%, segundo o IBGE

O setor de serviços de Mato Grosso do Sul registrou a quarta maior queda do País em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O volume de atividades recuou 6,9% no Estado, enquanto a média nacional apresentou crescimento de 0,6%, segundo a PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), divulgada nesta quarta-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A retração sul-mato-grossense ficou atrás apenas das registradas em Tocantins (-21,2%), Mato Grosso (-8,3%) e Ceará (-8%). O resultado também colocou MS entre os estados que mais contribuíram negativamente para o desempenho nacional do setor.

No Centro-Oeste, apenas Mato Grosso apresentou resultado pior. Goiás registrou queda de 4,5%, enquanto o Distrito Federal avançou 9%, na mesma comparação anual.

O levantamento mostra que a perda de atividade em Mato Grosso do Sul não se limita ao resultado isolado de agosto. Entre janeiro e agosto, o volume de serviços acumula retração de 2,3%, em contraste com a expansão de 1,7% registrada no Brasil.

Recuperação mensal – Apesar da queda na comparação anual, o setor apresentou uma pequena recuperação em agosto. Na passagem de julho para agosto, o volume de serviços cresceu 0,9% em Mato Grosso do Sul, depois de ter recuado 2% no mês anterior.

A alta mensal, porém, não foi suficiente para compensar as perdas acumuladas. Na comparação com agosto de 2025, o setor registrou a segunda queda anual consecutiva: em julho, a retração havia sido de 9,7%.

No Brasil, o volume de serviços caiu 0,1% entre julho e agosto. Recuos em outros serviços (-1%), transportes (-0,2%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,2%) influenciaram o resultado nacional. Em sentido contrário, os serviços prestados às famílias cresceram 2,1%.

O que entra na pesquisa – A PMS acompanha o desempenho de empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, cuja principal atividade seja a prestação de serviços não financeiros. O levantamento não inclui os setores de saúde e educação.

Entre as atividades investigadas estão alimentação, hospedagem, tecnologia da informação, transportes e serviços administrativos.

O IBGE divulga o resultado geral para Mato Grosso do Sul, mas não apresenta, nessa edição da pesquisa, a divisão estadual por atividade. Por isso, os números não permitem identificar quais segmentos foram responsáveis pela retração de 6,9%.

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