Uma casa em reforma no bairro Taquarussu, em Campo Grande, foi invadida e teve objetos furtados e a estrutura danificada. Os suspeitos arrombaram a porta dos fundos, levaram ferramentas e materiais de pintura e danificaram a instalação elétrica e a cerca elétrica do imóvel. O prejuízo estimado é de até R$ 8 mil.
O imóvel estava em processo de reforma para ser entregue a uma imobiliária. Segundo o registro policial feito na Depac Centro (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), foram levadas 2 cadeiras de fios, 1 escada pequena, 1 facão de jardim, 1 faca de cozinha, 3 latas de tinta de 18 litros e uma lavadora de alta pressão. Os objetos foram avaliados em cerca de R$ 3 mil.
Além do furto, a residência teve telhas, vidros, porta, instalação elétrica e cerca elétrica danificados.
A psicóloga Andreia Luiza Bellé, de 42 anos, que havia alugado a casa, afirma que a invasão ocorreu durante o processo de desocupação do imóvel. Segundo ela, antes do arrombamento, pessoas já haviam ido à varanda da residência cerca de três vezes.
Andreia conta que decidiu deixar o endereço após uma sequência de furtos e tentativas de invasão. A situação se agravou quando, em um domingo, por volta das 19h, ela estava sozinha com o filho bebê e flagrou pessoas dentro de um restaurante fechado na esquina, que também teria sido alvo de invasão.
“Eu vi, acionei a polícia e foi aí que decidimos que não dava mais para ficar. Era muito inseguro”, relata.
A família se mudou para o apartamento onde a mãe de Andreia morava. Após a morte dela, a psicóloga assumiu o imóvel e iniciou os preparativos para devolver a casa alugada. O marido já havia começado a pintura quando ocorreu a nova invasão.
Segundo Andreia, além dos danos registrados no boletim de ocorrência, foram furtados a fiação, as tomadas e os interruptores. Os ventiladores de teto e o forro também foram danificados. Ela relata ainda que a família teve o hidrômetro furtado duas vezes em um intervalo de dois meses.
A estimativa da psicóloga é que os gastos para reparar os estragos, pintar a casa e concluir a entrega do imóvel fiquem entre R$ 6 mil e R$ 8 mil.
Bairro sem segurança – Andreia também critica a falta de segurança na região. Para ela, a proximidade com a área central e o acesso a serviços eram vantagens do endereço, mas os episódios de violência tornaram a permanência inviável.
“É um bairro muito antigo, com casas antigas. Tem a comodidade de estar perto de tudo, que era um ponto positivo que levávamos muito em conta, mas não tem a menor condição de morar”, afirma.
A psicóloga diz que sente falta de patrulhamento e relata episódios de abordagens na rua enquanto caminhava com o filho.
“A sensação é de que a qualquer momento algo pode acontecer, seja ser abordado, assaltado, furtado ou ter a casa arrombada. Está muito abandonado. Todo mundo sabe o que acontece ali, mas ninguém faz nada”, reclama.

