A pedido da defesa do médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, a Justiça reagendou a primeira audiência de instrução do processo em que ele é réu pelo feminicídio da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, ocorrido em maio deste ano. O juiz Aluizio Pereira dos Santos, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri em Campo Grande, mudou a data diante da informação de que o réu segue internado e será submetido a procedimento médico nesta quinta-feira (15), e deseja participar da sessão de julgamento e instrução.
Jasbik, conforme as informações levantadas, passou mal no presídio onde está alojado, o CT (Centro de Triagem), no complexo penitenciário da saída para Três Lagoas, com quadro de angina instável, sendo levado para o Hospital da Cassems, onde foi detectada a necessidade de passar por cateterismo cardíaco. A internação aconteceu às vésperas da data original da audiência para ouvir 14 testemunhas de acusação, que seria hoje, em meio a novas tentativas da defesa de obter liberdade no STJ (Superior Tribunal de Justiça), rejeitadas até agora.
Com a alteração determinada pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, o cronograma dos depoimentos foi redistribuído para o fim de outubro e os primeiros dias de novembro. A audiência para ouvir as testemunhas de acusação está prevista para o dia 29, às 13h30, enquanto o depoimento das testemunhas de defesa e o eventual interrogatório do acusado foram marcados para o dia 5 de novembro de 2026, às 13h30.
A acusação – O caso, investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), envolve a morte da então companheira do médico, Fabíola Marcotti, de 51 anos, em 18 de maio de 2026, na Chácara dos Poderes, na propriedade onde o casal vivia. Ela foi achada morta com marcas de tiro, ao primeiro exame.
Embora o médico sustente desde o dia a tese de suicídio e afirme que vivia uma "lua de mel" com a esposa, a investigação policial concluiu de forma diferente, que ela foi vítima de feminicídio, apontando lesões na cabeça anteriores a um disparo de arma de fogo e vestígios incompatíveis com autoextermínio.
A Justiça recebeu a denúncia por feminicídio, violência psicológica, fraude processual e posse irregular de armas em agosto, mantendo o réu sob custódia.

