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sábado, 17 de outubro de 2026

Após chuva forte, Prefeitura busca identificar famílias que precisam de ajuda

Equipes monitoram áreas afetadas, embora nenhum CRAS tenha recebido pedidos de auxílio

A Prefeitura de Campo Grande monitora famílias que vivem nas regiões atingidas pelo temporal de quinta-feira (15), mas, até esta sexta-feira (16), nenhuma unidade dos CRAS (Centros de Referência de Assistência Social) havia recebido solicitação de benefícios emergenciais, como cestas básicas e cobertores. A informação foi encaminhada pela SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) ao Campo Grande News, após os transtornos provocados pela chuva em diferentes pontos da Capital.

Segundo a secretaria, as equipes dos CRAS acompanham a situação das famílias que vivem nas áreas afetadas e trabalham em conjunto com a Defesa Civil do município para identificar moradores que precisem de atendimento. A atuação inclui o monitoramento das ocorrências registradas em cada território e a articulação com lideranças comunitárias, com o objetivo de reconhecer situações de vulnerabilidade e oferecer assistência quando necessário.

A SAS afirma que o acompanhamento é permanente e que as equipes mantêm contato direto com representantes das comunidades por meio de aplicativos de mensagens. A comunicação permite que os profissionais recebam informações sobre as condições dos bairros e acompanhem os problemas enfrentados pelos moradores, facilitando a identificação de famílias que possam precisar de suporte emergencial.

Entre os auxílios que podem ser concedidos estão cestas básicas e cobertores. No entanto, conforme a pasta, nenhuma unidade havia recebido pedido desses benefícios até o momento do retorno encaminhado à reportagem. A secretaria não informou quantas famílias estão sendo monitoradas nem detalhou quantas comunidades foram incluídas no acompanhamento após as chuvas.

Chuva provoca transtornos no Parque do Sol – O monitoramento ocorre após a forte chuva que atingiu Campo Grande na quinta-feira (15) e deixou registros de problemas na infraestrutura urbana. No Parque do Sol, região do Lageado, os transtornos continuaram nesta sexta-feira, quando um Fiat Uno ficou com a parte dianteira dentro de uma cratera na Rua Professor Antônio Teófilo Cunha, próximo ao número 415.

O caso ocorreu no mesmo trecho em que, na tarde de quinta-feira, um caminhão carregado com refrigerantes ficou atolado depois que o temporal agravou as condições da via. O motorista tentou retirar o veículo sozinho, mas precisou da ajuda de um guincho para conseguir sair do local.

As duas ocorrências em dias consecutivos chamaram a atenção para as dificuldades de circulação enfrentadas por quem passa pela rua. Além dos riscos e dos transtornos para motoristas, problemas provocados pela chuva podem comprometer a rotina de moradores de regiões afetadas, especialmente quando dificultam o acesso às casas e a circulação de veículos.

Em outro ponto da Capital, moradores também relataram problemas recorrentes relacionados à chuva. No condomínio entregue em 2019, no Jardim Marajoara, alagamentos voltaram a invadir residências, segundo reportagem publicada pelo Campo Grande News. Os relatos apontam que os transtornos se repetem durante períodos de chuva e afetam famílias que vivem no local.

Diante das ocorrências, a assistência social integra a rede de atendimento municipal voltada às comunidades atingidas. A atuação dos CRAS, conforme a SAS, busca identificar quem precisa de ajuda e encaminhar o atendimento de acordo com a situação de cada família.

Famílias continuam sendo acompanhadas – A secretaria informou que as famílias atendidas durante as chuvas continuam recebendo acompanhamento periódico. Além da avaliação das necessidades imediatas, os profissionais fornecem orientações sobre o Cadastro Único, registro utilizado pelo Governo Federal para identificar famílias de baixa renda e viabilizar o acesso a programas sociais, desde que sejam cumpridos os critérios de cada benefício.

O cadastramento, por si só, não garante o recebimento de auxílios. A inclusão nos programas depende do perfil da família e das regras estabelecidas para cada iniciativa federal. Por isso, as equipes também orientam os moradores sobre os procedimentos necessários para verificar quais benefícios podem ser acessados.

De acordo com a SAS, o trabalho não se limita ao atendimento realizado dentro das unidades de assistência social. O acompanhamento é feito de maneira intersetorial, em parceria com outras secretarias municipais, para que as famílias sejam atendidas em diferentes necessidades identificadas durante as ocorrências.

A articulação com a Defesa Civil também faz parte desse trabalho. Enquanto o órgão atua nas situações relacionadas aos riscos e aos impactos das chuvas, a assistência social busca identificar as consequências para os moradores e avaliar a necessidade de apoio às famílias.

A prefeitura afirma que continuará acompanhando as comunidades mais afetadas e mantendo contato com as lideranças locais para identificar demandas. Até o momento da resposta enviada à reportagem, porém, não havia registro de solicitação de cestas básicas ou cobertores nas unidades dos CRAS.

Como buscar atendimento – Moradores que tiveram prejuízos ou enfrentam dificuldades após as chuvas podem procurar informações sobre os serviços da assistência social para verificar as possibilidades de atendimento, conforme a situação de cada família.

Os endereços e telefones dos Centros de Referência de Assistência Social podem ser consultados pelo número (67) 3314-4482, disponibilizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social.

A pasta reforça que o monitoramento das regiões atingidas é realizado continuamente, com apoio das lideranças comunitárias e em parceria com outros setores da administração municipal, para identificar famílias que necessitem de assistência emergencial.

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