30.5 C
Dourados
quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Trabalhadores sacam R$ 22,4 milhões do FGTS após desastres climáticos em MS

Modalidade beneficiou 7.305 pessoas em quatro municípios neste ano; Ivinhema concentra 72% do valor retirado

Desastres climáticos levaram 7.305 trabalhadores de Mato Grosso do Sul a recorrer ao Saque Calamidade do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em 2026. Conforme dados fornecidos pela Caixa Econômica Federal ao Campo Grande News, as retiradas somaram R$ 22.470.023,45 em Corguinho, Deodápolis, Ivinhema e Rio Negro.

A modalidade permite acessar o dinheiro das contas do fundo para atender necessidades pessoais, urgentes e graves quando um desastre natural atinge a residência do trabalhador. Nos quatro municípios, os saques ocorreram no contexto de chuvas intensas, enxurradas, alagamentos e tempestades de granizo.

Ivinhema concentra a maior parte dos beneficiados. Foram 5.222 trabalhadores e R$ 16,2 milhões retirados, o equivalente a aproximadamente 72% de todo o valor informado pela Caixa para os quatro municípios.

Na cidade, uma tempestade de granizo em maio motivou o reconhecimento estadual da situação de emergência , publicado em junho. Deodápolis também foi atingida por granizo em maio e aparece em segundo lugar no levantamento, tanto em número de beneficiados quanto em recursos sacados.

Trabalhadores sacam R$ 22,4 milhões do FGTS após desastres climáticos em MS

Corguinho e Rio Negro tiveram a situação de emergência reconhecida pelo governo federal em março. Em Corguinho, o reconhecimento ocorreu depois de chuvas intensas, enxurradas e alagamentos que atingiram a região.

O dinheiro retirado pertence aos próprios trabalhadores e estava depositado no FGTS. A liberação por calamidade permite antecipar o acesso a esses recursos nas condições previstas para a modalidade, sem representar um benefício adicional pago pelo governo.

O limite é de R$ 6.220 por conta de titularidade do trabalhador, conforme o saldo disponível. Por isso, a autorização para sacar não significa que todos recebam o valor máximo.

A solicitação depende da habilitação do município junto à Caixa e da comprovação de que o trabalhador reside na área afetada. A regra geral também exige intervalo mínimo de 12 meses entre um saque por calamidade e outro.

Os desastres que podem permitir a retirada incluem enchentes, enxurradas, alagamentos, granizo, vendavais e outras tempestades. Também estão previstas situações como deslizamentos e rompimento ou colapso de barragens com movimento de massa e danos a residências.

O pedido pode ser feito pelo aplicativo FGTS, na opção de saque por calamidade pública. O trabalhador deve selecionar o município, informar os dados da residência e encaminhar os documentos exigidos para análise. A disponibilidade e o prazo para solicitar dependem da habilitação de cada localidade.

Entre os documentos estão identificação pessoal e comprovante de residência em nome do trabalhador, emitido nos 120 dias anteriores à decretação da emergência ou calamidade. Quando o comprovante estiver em nome do cônjuge ou companheiro, é necessário apresentar certidão de casamento ou escritura pública de união estável.

Na ausência de comprovante de endereço, a Caixa prevê alternativas de declaração, sujeitas à validação. A instituição analisa a documentação antes de liberar o dinheiro, que pode ser creditado em conta bancária indicada pelo trabalhador.

Leia também

Últimas Notícias