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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Hilux usada em duplo homicídio é achada incendiada na fronteira

Veículo estava a 50 metros do Brasil, na região onde o corpo foi encontrado na terça (20)

Caminhonete Toyota Fortuner, modelo conhecido no Brasil como Hilux SW4, foi encontrada incendiada na noite desta quinta-feira (22), na Colônia Portera Ortiz, distrito de Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande. A suspeita é de que o veículo tenha sido usado pelo grupo que sequestrou e matou Marcelo Juan Ortiz Moura, de 26 anos, e assassinou sua companheira, Carolina Benites Arce, de 27.

O carro estava a cerca de 50 metros da linha internacional, na mesma região onde o corpo do rapaz foi localizado na terça (20).

Conforme informações preliminares recebidas pelo Campo Grande News, a caminhonete seria a segunda utilizada pelos criminosos na madrugada de segunda (19). O veículo teria permanecido escondido na região desde o ataque. Equipes da Polícia Nacional do Paraguai foram acionadas para verificar a ocorrência e investigar a origem do incêndio.

A descoberta ocorreu durante a intensificação das buscas pelos envolvidos no duplo homicídio. Uma das hipóteses é de que os responsáveis tenham decidido destruir a Toyota para eliminar possíveis vestígios do crime. A ligação do automóvel com o ataque ainda depende de confirmação oficial.

Outra Fortuner, também apontada como utilizada pelos homens armados, já havia sido encontrada queimada na região de Zanja Pytã. Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada dos criminosos em duas caminhonetes, uma branca e outra cinza, à residência do casal, no bairro Obrero, em Pedro Juan.

O ataque ocorreu por volta das 4h de segunda , quando aproximadamente dez homens armados invadiram o imóvel. Carolina foi atingida por cinco disparos de fuzil e morreu no local. Marcelo foi levado à força pelos invasores e permaneceu desaparecido até a manhã seguinte, quando seu corpo foi encontrado em uma estrada rural da Colônia Portera Ortiz.

As investigações apontam uma possível relação do crime com uma dívida de Marcelo com integrantes do CV (Comando Vermelho). Informações levantadas pelo Campo Grande News indicam que homens vindos do Rio de Janeiro (RJ) teriam participado da execução. Outra hipótese é de que Carolina tenha sido morta porque reconheceu um dos sequestradores.

Desde o ataque, a polícia paraguaia realiza buscas para localizar os envolvidos. A descoberta da segunda caminhonete incendiada pode ajudar a esclarecer a movimentação do grupo entre o sequestro e a localização do corpo de Marcelo.

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