O segundo turno das eleições presidenciais terminou neste domingo (25) com 34 ocorrências envolvendo urnas eletrônicas em Mato Grosso do Sul. O balanço final divulgado pelo TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), às 17h, aponta problemas como falhas em teclados, baterias, leitores biométricos e travamentos de equipamentos. Parte das ocorrências exigiu a substituição das urnas, enquanto outras foram resolvidas com reinicializações e ajustes técnicos.
Em Campo Grande, foram registrados problemas em seções das zonas eleitorais 8ª, 35ª, 36ª e 53ª. Entre as ocorrências estão falhas em baterias, no teclado do eleitor e no terminal utilizado pelos mesários. Os registros incluem substituições de equipamentos nas seções 486, 173, 238, 21, 688 e 460.
No interior, o relatório aponta ocorrências em municípios como Coxim, Camapuã, Bodoquena, Nioaque, Ivinhema, Dourados, Miranda, Aquidauana e Nova Andradina. Em Coxim, houve registros de travamentos, problemas na leitura biométrica e falhas que exigiram a troca de urnas.
Apesar dos problemas técnicos, o relatório não informa interrupções definitivas da votação. As ocorrências foram acompanhadas das respectivas providências adotadas pela Justiça Eleitoral, incluindo substituições de equipamentos, reinicializações e utilização de baterias externas.
A operação eleitoral mobilizou aproximadamente 27.960 mesários, 1.800 servidores da Justiça Eleitoral e 3 mil integrantes das forças de segurança. Mato Grosso do Sul conta com 2.024.884 eleitores, dos quais 640.427 estão em Campo Grande.
Para a transmissão dos resultados, foram organizados 54 pontos entre juntas eleitorais, polos e cartórios. A previsão divulgada pelo TRE-MS era concluir essa etapa até as 17h40, desde que não houvesse interferência das chuvas. O tribunal também informou que nenhum local de votação foi alterado entre o primeiro e o segundo turno.
Sem prorrogação em MS – O encerramento da votação em Mato Grosso do Sul ocorreu em meio à decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de prorrogar até as 19h, no horário de Brasília, o funcionamento das seções eleitorais em todo o País. A determinação do ministro Cristiano Zanin foi tomada após pedido do PT (Partido dos Trabalhadores), que alegou dificuldades no transporte público para eleitores de cidades de São Paulo, Bahia, Sergipe e Rio de Janeiro.
A medida permitiria que a votação em Mato Grosso do Sul continuasse até as 18h, no horário local. Entretanto, o TRE-MS informou que as urnas já haviam sido fechadas às 16h, conforme o cronograma original, quando a decisão começou a circular. O tribunal também afirmou não ter recebido relatos de filas que justificassem a continuidade do atendimento.
"Em Mato Grosso do Sul, como não tínhamos fila em local nenhum, não temos notícias de fila em local nenhum, estão sendo encerradas as votações e estaremos, então, fazendo todo o procedimento normal como já previsto e aguardando eventual ordem formal do TSE ou do Supremo Tribunal Federal", declarou o juiz Olivar Augusto Conneglian, auxiliar da vice-presidência e da Corregedoria do TRE-MS.
Dessa forma, apesar da abrangência nacional da determinação do STF, o horário de votação não foi estendido no Estado. O TRE-MS manteve os procedimentos de encerramento das seções e transmissão dos resultados, enquanto aguardava eventual comunicação formal das instâncias superiores da Justiça Eleitoral.

