Jeferson Gomes de Oliveira, de 33 anos, suspeito de envolvimento no assassinato de Rerison Silva, de 24 anos, morreu após atirar contra policiais militares durante uma abordagem na madrugada desta terça-feira (3), em Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande. A ação da Força Tática também terminou com a prisão de um homem de 54 anos e a apreensão da motocicleta usada no homicídio, munições, capacetes, balaclavas e roupas que teriam sido utilizadas pelos executores.
Rerison Silva, de 24 anos, foi morto a tiros na tarde de ontem, dentro de uma residência na Rua Paulo Américo dos Reis, no bairro Senhor Divino. Segundo as informações apuradas, dois homens invadiram o imóvel e perseguiram a vítima, que ainda tentou escapar dos disparos. Poucas horas após o crime, durante as buscas pelos responsáveis, a Força Tática recebeu denúncias de que uma motocicleta com características semelhantes à utilizada pelos atiradores estaria escondida em uma casa no mesmo bairro.
No endereço indicado, a equipe encontrou uma motocicleta Honda com registro de roubo/furto e alteração na cor original. O morador, de 54 anos, contou que o veículo havia sido deixado no imóvel há aproximadamente 15 dias. Segundo ele, dois homens retiraram a moto para cometer o assassinato e depois retornaram para guardá-la.

Na casa, os policiais apreenderam a motocicleta, munições de calibre .380, quatro capacetes, duas balaclavas e três camisetas que teriam sido usadas pelos envolvidos no crime. O morador foi preso em flagrante por suspeita de dar apoio logístico ao grupo.
Na sequência das buscas pelos executores, a Força Tática foi até a casa de um dos suspeitos, no bairro Santa Maria. Ao ser chamado pelos policiais na Rua do Dersul, Jeferson abriu a porta e atirou contra a equipe.
Os militares reagiram para conter os disparos. Depois que os tiros cessaram, Jeferson foi desarmado e recebeu atendimento, com acionamento do Corpo de Bombeiros. Ele, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

O homem de 54 anos e os materiais apreendidos foram encaminhados à Primeira Delegacia de Polícia Civil de Coxim. A investigação continua para esclarecer a participação de cada envolvido no assassinato e a possível relação do crime com a disputa entre facções criminosas na região.
Conforme apurado pelo Campo Grande News, Jeferson tinha quatro processos criminais registrados na Justiça de Mato Grosso do Sul. Ele figurava como réu em ações por furto, em Coxim e Sonora, tráfico de drogas, em Corumbá, e receptação, também em Coxim. Os registros são de 2015, 2023 e 2024.
Com informações do site Edição MS.

