Após o susto e a mobilização de clientes que ajudaram a conter um tamanduá-mirim em frente a uma padaria na Avenida Eduardo Elias Zahran, em Campo Grande, o animal foi resgatado por equipe da PMA (Polícia Militar Ambiental) por volta das 8h desta sexta-feira (6).
Ao Campo Grande News, o sargento Wagner Azevedo explicou que o animal estava com sede e agora passará por avaliação para ser devolvido à natureza.
Sem áreas de vegetação nativa ou matas próximas ao local, a aparição do animal na região intrigou quem passava pela rua. A principal hipótese é que o tamanduá tenha feito uma "viagem" escondido em um veículo.
À reportagem, Azevedo detalhou que animais silvestres buscam abrigo, muitas vezes atraídos pelo calor do motor de caminhonetes e carros, e acabam sendo transportados de áreas periféricas ou rurais até o coração da cidade. "O bicho entra para se abrigar do frio ou na oficina, o carro sai, viaja, e quando para no local, ele desce", detalha Azevedo.
Embora chamados envolvendo mamíferos na área central não sejam diários, a ocorrência não é isolada. O sargento aponta que situações semelhantes são registradas com frequência envolvendo outras espécies, como cobras e gambás, que utilizam a mesma rota involuntária de transporte a motor.
Após o resgate, o tamanduá-mirim foi hidratado e recolhido pelas autoridades ambientais. O animal será reavaliado por equipes de veterinários e biólogos para garantir que esteja apto antes da soltura definitiva em seu habitat natural.
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Caso – A enfermeira Franciane Magna Batista Martins contou que estava indo comprar pão quando viu outra cliente tentando conter o animal com um casaco, por volta das 6h.
"Eu cheguei perto, eu vi que era um tamanduá e aí eu perguntei se ela precisava de ajuda. Ela falou sim, que tinha pedido uma caixa, que o pessoal estava tentando falar com a Polícia Ambiental e não tinha conseguido", disse.
Franciane disse que a mulher disse que era bióloga e precisava de uma caixa para que o animal ficasse protegido. "E eu lembrei que eu tinha uma caixa no carro", contou. A explicação é que, além de conter o animal até a chegada da PMA, também poderia mantê-lo "quentinho".
A enfermeira resolveu ficar até a chegada da equipe da PMA. Enquanto aguardava, encontrou um amigo que estava na academia Blue Fit, para onde ela também estava indo. Segundo ele, o tamanduá já tinha sido visto por volta das 5h naquele local, rondando. Depois, o tamanduá atravessou a Zahran, passando pelo canteiro central, até chegar ao posto de combustíveis.
Segundo o subcomandante da PMA, major Gabriel Gomes da Rocha, a presença do animal na região pode estar relacionada à proximidade com áreas verdes. A mais próxima seria a da região do Córrego Bandeiras, próximo da Avenida Três Barras.
O capitão ainda explicou que caso o animal esteja saudável será devolvido à natureza, em uma reserva na zona rural da Capital. Mas se estiver ferido, ele será encaminhado ao CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres).

