Investigação conjunta da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) e da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) interditou um entreposto clandestino de carne suína que funcionava no centro de Dourados, a 251 km de Campo Grande.
Pelo menos 4.000 quilos de linguiça e cortes de porco, como paleta, pernil, cabeça, orelha, rabo e gordura, foram apreendidos no estabelecimento, na Avenida Joaquim Teixeira Alves, entre as ruas Floriano Peixoto e Quintino Bocaiúva.
O entreposto, que não possui selo de inspeção para manipulação de carne, foi descoberto após a apreensão de um caminhão frigorífico da empresa, carregado com 200 quilos de proteína suína, nesta quarta-feira (18), na BR-163, no município de Juti.
De acordo com a polícia, a carne estava sendo levada para comercialização em estabelecimentos comerciais de Juti. Entretanto, a empresa não possui certificação para vender seus produtos fora do município de Dourados. Como a carne estava nos conformes legais para consumo, foi doada para a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Caarapó.

Após a apreensão do caminhão, fiscais e policiais foram até a sede da empresa no Centro de Dourados e constataram que havia manipulação de carcaças mesmo sem a existência de alvará sanitário permitindo essa prática.
A Vigilância Sanitária do município e o Procon de Dourados foram acionados para acompanhar a investigação. Os produtos manipulados, incluindo linguiça sem rótulo, foram condenados e a câmara fria foi lacrada.
Na manhã desta quinta-feira (19), os materiais foram recolhidos para serem levados para Campo Grande, onde serão destruídos. O proprietário da empresa admitiu não possuir alvará para manipulação de carcaça e nem para fornecimento da carne fora do município de Dourados.


