27.9 C
Dourados
quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Civil diz que policiais suspeitos de desvio de drogas já eram investigados internamente

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul informou que os policiais civis alvos da Operação Infiltrados II, deflagrada pelo Gaeco na manhã desta quinta-feira (5), já eram investigados internamente pela Corregedoria-Geral da instituição há aproximadamente quatro meses.

A nova fase da operação cumpriu mandados em Dourados e outros três municípios, em investigação sobre o suposto desvio de drogas apreendidas para abastecer traficantes.

Em Dourados, a ofensiva integra o cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão, expedidos no âmbito da investigação. As diligências também ocorreram em Ponta Porã, Nova Andradina e Santa Terezinha de Itaipu (PR).

Segundo nota divulgada nesta quinta-feira, as possíveis irregularidades já eram apuradas pela Corregedoria por meio de Inquérito Policial e Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD). A investigação interna começou cerca de quatro meses atrás.

Desde então, conforme a Polícia Civil, foram adotadas medidas administrativas e correcionais, entre elas alterações nos procedimentos operacionais, remoções de servidores e uma correição extraordinária na unidade policial.

A operação desta quinta-feira voltou a mirar servidores que atuaram na Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) entre junho de 2025 e maio de 2026.

Nove policiais civis foram alvos de medidas cautelares, conforme informações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

As investigações apontaram que os servidores suspeitos teriam utilizado os cargos públicos e o acesso a procedimentos de fiscalização para atuar como fornecedores de drogas a traficantes.

Entre os episódios investigados está o desvio de mais de 500 quilos de cocaína, em setembro de 2025. A carga deveria ser destruída em procedimento oficial, mas teria sido retirada e repassada a integrantes do tráfico, que seriam responsáveis por reintroduzir o entorpecente no mercado ilegal.

A Corregedoria-Geral acompanhou o cumprimento das medidas judiciais nesta quinta-feira. A Polícia Civil informou que as apurações internas terão continuidade e que serão adotadas as medidas administrativas e disciplinares cabíveis.

Na manifestação, a instituição classificou como inadmissível qualquer utilização da função pública ou da estrutura policial para a prática de crimes e afirmou que eventuais desvios de conduta serão rigorosamente apurados, respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

Leia também

Últimas Notícias