O CRF-MS (Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul) está fazendo uma campanha em Campo Grande, de arrecadação de repelentes para destinar aos moradores da Reserva Indígena de Dourados e demais famílias do município que estão em situação de vulnerabilidade social, devido a epidemia de casos de Febre Chikungunya na região.
A primiera remessa chega ao município nesta quinta-feira, dia 2.
Para a presidente do conselho, Daniely Proença, diante desse cenário desafiador o profissional precisa “atravessar o balcão e chegar onde as pessoas mais precisam”, sendo um porto seguro para acolher quem oferecendo orientação técnica para evitar automedicação e identificar sinais de alerta.
“Um frasco de repelente pode ser o escudo de uma família que precisa atravessar essa crise com cuidado e com saúde. Vamos mostrar que a nossa profissão ela é feita de ciência, mas acima de tudo de humanidade”, afirma Proença.
A arrecadação é acompanhada pela Assessoria Técnica do CRF-MS. Podem participar as farmácias de manipulação, drogarias e distribuidoras, além da população em geral que adquirir os produtos nos estabelecimentos.
Os donativos podem ser entregues diretamente a farmacêuticos fiscais ou aos conselheiros regionais e federais de farmácia, ou na sede do CRF-MS na capital, localizada na Av. Rodolfo José Pinho, nº 66, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Mais informações podem ser obtidas pelo (67) 99844-9371.
SURTO EM DOURADOS
Em Dourados, já há relatos de falta de repelentes em farmácias devido à alta procura pelo produto em suas diferentes formulações.
Na área urbana do município há uma escalada dos casos e na Reserva um surto da doença. Se considerada a situação das cidades vizinhas, a região passa por uma epidemia de Febre Chikungunya.
De acordo com o Relatório Epidemiológico Diário de monitoramento divulgado pela prefeitura, são 1,1 mil casos confirmados este ano entre moradores de Dourados, sendo que mais 1,1 mil estão em investigação.
Cinco pessoas morreram e 39 estão internadas em hospitais públicos e privados.
Na área urbana, a UBS (Unidade Básica de Saúde) Joquei Clube é a que mais registrou casos suspeitos até o momento, sendo 220 notificações; seguida da UBS Seleta com 114.
As regiões da cidade onde estão esses postos são as mais infestadas com o mosquito e, consequentemente, de pessoas infectadas.
A taxa de positividade é de 73,59%, ou seja, a grande maioria das pessoas que apresentam sintomas, estão mesmo com o vírus.
Já na Reserva Indígena que tem parte da população em Dourados e outra parte em Itaporã, são 822 casos confirmados e 729 em investigação.

