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terça-feira, 9 de junho de 2026

Dourados recebe R$ 500 mil do MDS e cria 1º PAA Municipal Indígena do Brasil

Sob a gestão Marçal Filho, município vira referência em execução do Programa de Aquisição de Alimentos, consolida a execução do programa em três frentes, injeta recursos na economia local e garante segurança alimentar com mais de 220 toneladas de alimentos entregues

O município de Dourados está consolidado como a grande referência estadual na execução de políticas públicas voltadas à segurança alimentar e ao fomento agropecuário da agricultura familiar. Gerido pelo Governo do Estado e executado com rigor pela Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura Familiar (Semaf), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) local atingiu um desempenho histórico sob a gestão do prefeito Marçal Filho.

O sucesso obtido na execução do PAA culminou em um marco nacional: a publicação da Portaria Nº 54 do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A medida destinou R$ 500 mil em recursos federais exclusivos para a criação do primeiro PAA Municipal Indígena do Brasil executado por um município. “Trata-se de uma grande conquista para a gestão do prefeito Marçal Filho e um reconhecimento direto ao ótimo desempenho da equipe municipal na aplicação dos recursos federais”, comemora Bruno Pontim, secretário municipal de Agricultura Familiar.

Os números revelam que mais de 220 mil quilos de alimentos foram adquiridos e distribuídos de graça em Dourados. Iniciadas as operações em 3 de dezembro de 2025, as entregas conjuntas evidenciam a força da agricultura familiar douradense. “Somando as três modalidades de atuação, o programa já entregou 220.718,3 quilos e litros de alimentos”, apontam Bruno Pontim. “São 254 produtores rurais fornecendo 60 variedades de produtos, movimentando mais de R$ 1,5 milhão”, ressalta o secretário de Agricultura Familiar.

O desempenho detalhado de cada programa comprova a capilaridade da ação: PAA Indígena (Referência Estadual), considerado um dos melhores executados em Mato Grosso do Sul, este pilar conta com R$ 1.276.000,00 em recursos. Sozinho, engajou 224 produtores das comunidades originárias, que cultivaram 52 tipos de alimentos diferentes e entregaram 186.808,2 kg de hortifrúti.

PAA Ampla Concorrência (Doação Simultânea): Com 24 produtores e 36 tipos de produtos, a modalidade somou 8.422,2 kg de hortifrúti e 20.820 litros de leite. O programa, que contava com R$ 180.000,00, recebeu um aporte estratégico de R$ 40.000,00 para a aquisição complementar de leite. “Esse volume teve um papel crucial na saúde pública”, enfatiza Bruno Pontim. “A maior parte do leite foi destinada às aldeias indígenas, garantindo nutrição essencial, especialmente durante o pico do surto de chikungunya que atingiu as comunidades”, ressalta o secretário.

PAA Quilombola: Atendendo às raízes das comunidades tradicionais, 6 produtores cultivaram 23 variedades de produtos, somando 4.667,9 kg de alimentos entregues. “O fomento saltou de R$ 50.400,00 para R$ 67.200,00, fortalecendo a segurança alimentar dessa população”, explica Bruno Pontim.

FIXAÇÃO DO HOMEM NO CAMPO

Na avaliação de Bruno Pontim, muito além da entrega de alimentos, as políticas públicas promovidas pela atual gestão atuam como um motor para movimentar a economia da agricultura familiar — englobando o pequeno, o médio e o grande produtor. “A conquista da Portaria 54 e a execução recorde representam um incentivo governamental, nas esferas estadual e municipal, para buscar a sustentabilidade financeira das comunidades”, analisa o secretário.

Segundo ele, a estratégia cria um ciclo virtuoso porque fornece apoio para que o produtor permaneça em sua propriedade, desenvolva suas terras com dignidade, produza com qualidade e veja o seu produto sendo comercializado e consumido dentro do próprio município. “Todo esse recurso federal e estadual é injetado diretamente na economia das famílias indígenas, quilombolas e tradicionais”, ressalta. “Fazer com que o dinheiro gerado no campo circule e fique em Dourados é um dos principais elos da cadeia produtiva elaborada pela Prefeitura, alavancando a economia interna e comprovando que investir na agricultura familiar é a resposta mais rápida e eficiente para combater a fome e gerar desenvolvimento local”, finaliza Bruno Pontim.

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