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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Prefeitura transforma realidade nas aldeias com entrega de 53 toneladas de alimentos

PAA Indígena compra produção de mais de 220 famílias da Reserva Indígena de Dourados, injeta mais de R$ 466 mil na economia local e distribui os legumes, frutas e hortaliças para os próprios moradores das aldeias Bororó e Jaguapiru

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) Indígena vem consolidando Dourados como referência em fortalecimento da agricultura familiar e promoção da segurança alimentar. Desde o início da execução, no final do ano passado, a Prefeitura de Dourados já ultrapassou a marca de 52,9 toneladas de alimentos frescos entregues, representando um investimento projetado de aproximadamente R$ 466.107,00 diretamente nas aldeias do município.

Desse total, o programa já efetuou o pagamento de R$ 346.746,80 referentes às primeiras 39 toneladas processadas, demonstrando a efetividade do modelo adotado. O PAA Indígena é gerenciado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria-Executiva de Agricultura Familiar, de Povos Originários e Comunidades Tradicionais (Seaf), com execução em parceria com a Agraer e a Prefeitura de Dourados, através da Secretaria Municipal de Agricultura Familiar (Semaf).

Essa articulação institucional garante assistência técnica, organização logística e acesso ao mercado para os produtores indígenas, fortalecendo a autonomia econômica nas aldeias Bororó e Jaguapiru. Para 2026, o PAA Indígena em Dourados já conta com planejamento robusto. O valor global destinado ao município é de R$ 1.276.800,00, beneficiando diretamente 224 produtores cadastrados, cada um com cota individual de R$ 5.700,00.

Com base na evolução das entregas e no volume de recursos, a expectativa é alcançar aproximadamente 150 toneladas de alimentos distribuídos ao longo deste ano. O impacto será duplo: geração de renda nas comunidades produtoras e ampliação da segurança alimentar para famílias em situação de vulnerabilidade.

O prefeito Marçal Filho destacou que o programa vai além da política pública de compra institucional. “O PAA Indígena representa dignidade, geração de renda e valorização da nossa agricultura familiar indígena. Estamos falando de dinheiro circulando dentro das aldeias, fortalecendo famílias produtoras e garantindo alimento de qualidade para quem mais precisa. Esse é um programa que une desenvolvimento econômico e justiça social”, afirmou.

O secretário municipal de Agricultura Familiar, Bruno Pontin, ressalta que um dos diferenciais do programa é a diversidade produtiva. Atualmente, o PAA Indígena trabalha com 32 itens diferentes, com previsão de ampliação até o fim do ciclo. “Estamos seguindo a determinação do prefeito Marçal Filho de oferecer condições para que as famílias indígenas continuem produzindo nas terras da reserva e para tanto colocamos nossos maquinários para preparar o solo e também oferecemos assistência técnica aos produtores”, ressalta Bruno.

Entre os produtos produzidos pelos produtores indígenas das aldeias Jaguapiru e Bororó e entregues nas próprias comunidades estão hortaliças e legumes como mandioca, batata-doce, quiabo e abóboras (Menina, Paulista e Moranga); frutas como banana da terra, prata, maçã e nanica, além de limão rosa e taiti, abacaxi pérola, abacate, mamão formosa e mangas; e ainda grãos e itens processados, como milho verde e pães enriquecidos.

“O programa se destaca pela eficiência logística e pela organização técnica. Conseguimos estruturar uma rede que garante entrega rápida, diversidade de alimentos e valorização da produção local. Além de gerar renda, o PAA melhora a qualidade nutricional das famílias e fortalece a economia interna das aldeias”, explica Bruno Pontin.

Segundo ele, a diretriz do Governo Federal prioriza a biodiversidade regional e a promoção de hábitos alimentares saudáveis, diretrizes plenamente atendidas pelo modelo adotado em Dourados.

Prefeitura transforma realidade nas aldeias com entrega de 53 toneladas de alimentos
Produtor da aldeia Jaguapiru durante entrega dos alimentos ao PAA

IMPACTO NAS COMUNIDADES

A logística do programa garante que os alimentos cheguem diretamente a pontos estratégicos da comunidade. Na área da Educação, as entregas contemplam escolas municipais indígenas como Agustinho, Araporã, Lacuí Roque Isnard, Tenguatui Marangatu, Ramão Martins, Francisco Meireles e Pai Chiquito Pedro. Já na assistência social, o atendimento ocorre por meio do Cras Indígena Bororó.

A articulação entre Semaf, Agraer, diretores escolares e coordenadores do Cras assegura que os alimentos sejam distribuídos de forma organizada e justa. O diretor da Escola Ramão Martins, na aldeia Jaguapiru, Maximino Rodrigues, destacou a relevância da iniciativa. “As entregas realizadas ajudam muito nossa comunidade, que necessita dessas ofertas. Quando há sobra, utilizamos para complementar a merenda escolar, o que fortalece ainda mais a alimentação das crianças”, afirmou.

Na aldeia Bororó, o diretor da Escola Lacuí Roque Isnard, Elias Moreira, também ressaltou o impacto positivo. “A distribuição direta nas escolas foi fundamental para alcançar as famílias que mais precisam. É na escola que identificamos as situações de maior vulnerabilidade, e o programa veio ao encontro dessa necessidade. Teve impacto direto nas famílias e esperamos que continue”, declarou.

Com números expressivos, metas ousadas e impacto comprovado, o PAA Indígena consolida-se como uma das mais importantes ferramentas de desenvolvimento social, econômico e nutricional em Dourados.

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