Imprevistos acontecem a todo tempo. Diferente do que muitos pensam, possuir uma reserva de emergência exige mais do que apenas guardar a parte que sobrar do dinheiro do mês. Dos leitores do Campo Grande News que participaram da enquete, 51% afirmam que possuem um fundo emergencial e conseguiriam pagar uma despesa inesperada de R$ 1 mil.
Caso o pet ficasse doente, o carro quebrasse, a conta do mês viesse mais alta que o normal ou outros acontecimentos não planejados ocorressem, 36% dos leitores não conseguiriam pagar caso a despesa fosse de R$ 1 mil, e 13% conseguiriam apenas se pagassem usando crédito.
Planejar-se e criar um fundo para essas ocasiões é uma boa escolha para quem não quer sofrer com imprevistos.
Saúde financeira –
A importância de reservar um fundo de emergência também está em evitar dívidas mais caras. Para quem possui rotativo do cartão, cheque especial ou empréstimos com juros elevados, é recomendado manter uma pequena proteção financeira e priorizar a quitação dos débitos.
Hudson Garcia é economista e alerta que o desafio de poupar começa antes da escolha do investimento. Uma pessoa precisa saber quanto ela consegue tirar do que recebe no mês para formar sua reserva. Ele recomenda tentar guardar entre 10% e 20% da renda líquida mensal para quem tem o orçamento equilibrado. Garcia entende que nem todos conseguem atingir esse percentual e afirma que o fundo pode começar com 5% e aumentar o valor conforme a renda permitir.
Ele recomenda juntar o dinheiro de 3 a 6 meses para pessoas que têm maior previsibilidade financeira. Para boa parte das famílias, a indicação é de 6 a 9 meses. Quem possui uma renda que varia, como autônomos, empresários ou pessoas que são as únicas responsáveis pelo sustento da família, pode buscar uma reserva de 9 a 12 meses.


