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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Acordo prevê R$ 7,5 mil para 130 demitidos das Casas Bahia em MS

Indenização será paga além das verbas rescisórias a trabalhadores de sete lojas fechadas no Estado, incluindo duas em Dourados

Cerca de 130 trabalhadores demitidos pelo Grupo Casas Bahia em Mato Grosso do Sul serão contemplados por um acordo que prevê indenização individual de R$ 7.500, além do pagamento das verbas rescisórias. Anunciada pelas entidades sindicais nesta quarta-feira (21), a negociação abrange 4.400 pessoas dispensadas em agosto em todo o País.

No Estado, os desligamentos ocorreram após o fechamento de sete lojas: duas em Dourados e uma em cada um dos municípios de Campo Grande, Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina e Três Lagoas.

Ao Campo Grande News, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande (SECCG), informou que os pagamentos começarão em até 60 dias. O comunicado, porém, não informa a partir de quando esse prazo será contado, nem apresenta um cronograma de quitação ou esclarece se os valores serão parcelados.

Além da indenização de R$ 7.500, o acordo inclui aviso-prévio proporcional, multa de 40% sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), multa pelo atraso no pagamento das verbas rescisórias e os demais direitos trabalhistas. Conforme o presidente do SECCG, Carlos Santos, os empregados que tinham estabilidade também serão indenizados.

Os sindicatos deverão participar obrigatoriamente da homologação dos desligamentos, conferindo os cálculos e acompanhando os pagamentos. A empresa também se comprometeu a comunicar previamente às entidades sindicais qualquer nova demissão em massa, sob pena de multa.

Em 18 de agosto, quando informou o fechamento das unidades em Mato Grosso do Sul, o SECCG relatou que alguns funcionários teriam recebido somente uma comunicação verbal de demissão, sem a entrega de documentos relativos ao desligamento.

A negociação ocorreu após as entidades representativas dos trabalhadores recorrerem à Justiça do Trabalho. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs-CUT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), as tratativas foram conduzidas pelo Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc), da Justiça do Trabalho de Brasília.

O processo contou com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e a cooperação da Justiça responsável pela recuperação judicial da empresa.

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