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sexta-feira, 6 de março de 2026

Cesta básica sobe em Dourados puxada pela alta do feijão, margarina e tomate

Preço do feijão subiu 16,59% em Dourados, segundo pesquisa

A queda na maior parte dos 13 itens que compõem a Cesta básica, não foi suficiente para segurar os preços no mês de fevereiro. A valor pago chegou a R$ 700,58, uma alta 0,11% se comparado ao mês anterior.

Quatro produtos subiram de preço, sendo a alta mais expressiva a do feijão, 16,59%; seguida da margarina 6,94%; do tomate 3,96% e do leite 1,88%.

Esses itens puxaram a alta nos preços, ainda que nove produtos tenham registrado queda.

A redução mais significativa foi no açúcar que chegou a -7,81%; seguido do café, -6,40%; farinha de trigo, -3,25%; arroz, -3,14%; batata, -3,07%; óleo de soja, -0,99%; carne, -0,84%; banana, -0,51% e o pão francês, -0,40%.

Os dados são da pesquisa desenvolvida pelo Projeto de Extensão Índice da Cesta Básica do Município de Dourados, do curso de Ciências Econômicas da Face/UFGD (Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia da Universidade Federal da Grande Dourados).

São utilizados como parâmetro os produtos que compõem a cesta segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que utiliza os dados para calcular o “salário mínimo necessário”.

Conforme o departamento, em janeiro o brasileiro deveria ganhar R$ 7.177,57 mensais para cobrir as despesas que deveriam ser garantidas pelo salário mínimo, conforme prevê e constituição, considerando gastos com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, considerando uma família com dois adultos e duas crianças.

No entanto, esse valor é 4,43 vezes maior do que o salário mínimo atual de R$ 1.621,00. Para se ter uma ideia, quem ganha esse valor oficial chega a trabalhar quase duas semanas em uma jornada de 8h diárias, só para conseguir comprar o que comer, porque o preço da cesta chega a consumir 43,22% da renda.

A orientação dos pesquisadores é de que vale a pena realizar o próprio levantamento de preços antes de ir às compras, especialmente porque há uma diferença significativa entre os valores praticados de um supermercado para outro. Isso porque essa disparidade chega a 16,08%, o que pode gerar uma economia de até R$ 126,23 no conjunto total.

A sugestão é observar a pesquisa realizada pelo Procon (Programa Municipal de Defesa do Consumidor) que detalha preços praticados por cada produto identificando os estabelecimentos.

Apesar da alta, a cesta douradense continua menor do que a registrada em Campo Grande, que segundo o Dieese chegou a R$ 783,41 em janeiro. O valor da cesta aumentou em 24 das 27 capitais brasileiras no primeiro mês do ano.

O maior preço encontrado na cesta foi registrado em São Paulo (SP), R$ 854,37; seguido do Rio de Janeiro (RJ), R$ 817,60; e Cuiabá (MT), R$ 810,82. Já o menor valor foi em Natal (RN), R$ 595,86; seguido de Maceió (AL), R$ 592,83 e Aracaju (SE), R$ 552,55.

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