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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Cinema nacional, animação e ação; veja estreias em Dourados

Os brasileiros estão com tudo nas três estreias dessa semana no cinema, seja na frente ou por trás das câmeras.

O aguardado "100 Dias" é uma produção nacional que conta a história do navegador Amyr Klink, o primeiro do mundo a atravessar remando o Oceano Atlântico Sul.

Também tem o "O Bosque Selvagem” que é uma animação americana feita em stop-motion, que já nasceu aclamada e tem entre seus artistas um mineiro na produção.

Em "Três Horas Para Viver" que é daquelas fórmulas clássicas – e divertidas – que misturam ação com comédia, tem Rodrigo Santoro no papel de vilão contracenando com outros astros de Hollywood.

Qual escolher? A gente te ajuda!

100 DIAS

Se você é amante da literatura ou tem aquele costume de assistir o Fantástico aos domingos, é bem provável que em algum momento da vida já tenha, pelo menos, ouvido falar sobre Amyr Klink. A história do navegador brasileiro que entrou para o livro dos recordes depois de ser a primeira pessoa a atravessar o Oceano Atlântico Sul a remo em 1984, se tornou parte do imaginário coletivo.

O percurso solitário de sete mil quilômetros começou em Lüderitz, uma cidade portuária africana localizada na Namíbia, com destino a Salvador, capital baiana. Em terra firme, ele publicou "Cem Dias entre Céu e Mar", livro que se tornou best-seller e é a inspiração do filme ‘100 Dias’ que está em cartaz.

A obra dirigida nas telonas por Carlos Saldanha retrata a resiliência do brasileiro, literalmente banhada em água e sal. No filme estrelado por Filipe Bragança como Klink, os desafios físicos em alto mar são equilibrados aos dilemas emocionais, sustentados por flashbacks que conectam o espectador à infância e adolescência desse personagem, com cenas que vão de sua relação complexa com o pai à busca pelo autoconhecimento.

Saldanha leva quem assiste não só a acompanhar a aventura do navegador, mas a compreender porque ele está ali e como essa experiência o transformou. Para isso, a sequência de gravação do filme foi estratégica. Bragança fez primeiro as cenas com os demais atores, para depois seguir às que aparece sozinho, colaborando para que a própria solidão transparecesse em tela.

Um diretor brasileiro com carreira consolidada mundialmente no setor de animação, responsável por clássicos como “Rio” e a saga “A Era do Gelo”, Saldanha tem se dedicado nos últimos anos a resgatar suas raízes, como é o caso de projetos como a série “Cidade Invisível” da Netflix.

É dessa mistura que ele agregou efeitos visuais sofisticados para retratar ataques de tubarões e correntes intensas, a cenas com remo feitas na água e em tanque com tecnologia de simulação de ondas e tempestades.

Aliás, para quem ama Emily em Paris, o filme tem um tempero a mais. A mãe do navegador, Asa Frieberg Klink, é interpretada pela atriz francesa Philippine Leroy-Beaulieu, a nossa icônica Sylvie Grateau.

Definitivamente, esse filme promete.

Em Dourados, está em cartaz às 18h30. A classificação indicativa é de 12 anos.

Assista o trailer, clicando aqui.

O BOSQUE SELVAGEM

Agora se você busca preciosidade, aqui está. Em um mundo cercado de produções que abusam da tecnologia para retorno ‘à jato’ de seus investimentos na bilheteria, “O Bosque Selvagem” é um respiro que somente um trabalho praticamente artesanal pode proporcionar.

Dos mesmos criadores de “Coraline”, o studio Laika traz de volta às telonas uma obra em stop-motion. Esta técnica também utiliza tecnologia, mas sua essência está na montagem de cenários físicos e bonecos fotografados quadro a quadro. São poucos segundos gravados por dia para montar as sequências que, quando combinadas, dão aquela sensação de movimento.

Dirigido por Travis Knight, o longa exigiu a construção de 132 cenários físicos e 233 bonecos. Para que as expressões dos personagens fossem reproduzidas, foram criados ainda 142 mil rostos substituíveis. Mais de mil profissionais estiveram envolvidos na produção, inclusive o brasileiro Thiago Calçado, que nasceu em Uberaba (MG).

Como você já deve imaginar a essa altura, a jornada para deixar a obra pronta não foi nada curta. As filmagens começaram oficialmente em 2021, mas o diretor já trabalhava na ideia desde 2010, quando ficou fascinado pela história ao ler o manuscrito do livro publicado Colin Meloy, depois aclamado entre os mais vendidos.

O filme voltado ao público adolescente e adulto trata especialmente sobre escolhas e todos os sentimentos provocados por elas, do amor passando pela coragem e o luto.

A trama acompanha a jornada de Prue McKeel, dublada no Brasil por Giulia Benite que fez a dona da rua do Bairro do Limoeiro, em “Turma da Mônica: Laços”.

Em meio a conflitos familiares, Prue é uma adolescente que sai de casa para passear com o irmão Mac, que é um bebê, quando ele é sequestrado por um bando de corvos justamente na floresta onde ela sempre foi proibida de ir. Sem pensar duas vezes, ela sai em busca do irmão junto com seu colega Curtis e precisa desvendar os mistérios sombrios daquele lugar para conseguir fazer o resgate.

O filme já estreou como uma das promessas para o Oscar de animação em 2027. Ele também receberia uma estatueta se você estivesse entre os votantes? Só assistindo para saber.

Em Dourados, está em cartaz às 16h20 e 19h00. A classificação indicativa é 14 anos.

Para assistir ao trailer,clique aqui.

TRÊS HORAS PARA VIVER

Agora se você curte aqueles sucessos 'eletrizantes' dos anos 1990, em que o protagonista tem uma missão definida e corre contra o tempo, em meio às investidas de um vilão que aparece para atrapalhar e algum ‘engraçadinho’ para trazer alívio cômico, a boa pedida é "Três Horas para Viver".

A trama acompanha Hank Malone, vivido por Alan Ritchson, um típico protagonista “brutamonte” que faz um transportador de elite que faz de tudo para cumprir sua missão. Desta vez é levar um fígado para salvar a vida de uma menina de sete anos de idade, que precisa de um transplante.

A seu lado está Ben Bishop um médico tagarela protagonizado pelo astro de comédias americanas Owen Wilson, responsável por segurar as cenas de alívio cômico.

Enquanto Hank se empenha em chegar ao destino, o vilão Damián Zaldívar faz o que pode para roubar o órgão que ele carrega. O chefe de uma organização criminosa para lá de violento é vivido por Rodrigo Santoro, que pretende usar o fígado para salvar a vida de outra pessoa.

Além de aparecer no elenco principal, como bom brasileiro, Santoro inseriu nosso ‘molho’ no filme dirigido por Scott Waugh que também fez “Os Mercenários 4”. Damián não tinha nacionalidade definida no longa rodado na Austrália, até que o ator convenceu o diretor a dar a ele um pai que nasceu no Brasil e falas que misturam inglês com o português.

Dizer alguns palavrões nos bastidores, também chamou a atenção nessa investida. Afinal, ‘xingar’ na própria língua deve sempre carregar aquele sentimento que transparece, você não acha?

Em Dourados, o filme é exibido em versão dublada. A sessão começa às 21h40 e a classificação indicativa é 16 anos.

Assista o trailer, clicando aqui.

CONTINUAM EM CARTAZ

– Se Eu Fosse Você 3

– Street Fighter

– Minha Melhor Amiga

– Verity

– Cara-de-Barro

Veja a programação completa, com horários, clicando aqui.

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