A expectativa pelo resultado, a descoberta da primeira competição e a comemoração no pódio fazem parte do Campeonato Estadual de Ginástica Artística de Mato Grosso do Sul neste fim de semana, no Guanandizão. Com 191 atletas inscritos, o evento reúne participantes de Campo Grande, Maracaju, Dourados e Ponta Porã, desde crianças nas categorias de iniciação até adultos.
Para quem estreia, cada apresentação traz uma experiência diferente. Camille Prado, de 9 anos, de Campo Grande, aguardava a divulgação das notas depois de participar pela primeira vez. “Eu tô achando muito legal, eu tô muito ansiosa pra sair os resultados do pódio”, contou.
O solo é sua prova preferida. “Eu gosto muito do solo. Eu amo fazer os elementos e é muito legal”, disse. Entre os movimentos, destacou a reversão para a frente. A expectativa era conseguir uma pontuação alta e continuar no esporte.
Já Gabriel Macedo, de 10 anos, também da Capital, terminou sua primeira competição com o primeiro lugar na base masculina. Ele começou a treinar no Cefat há quatro meses e resumiu a sensação da conquista: “muito feliz”.

Fã do ginasta Arthur Nory, Gabriel disse que gosta de todos os aparelhos e quer seguir na modalidade. A mãe, Rayana Macedo dos Santos, acompanhou a estreia e a chegada ao pódio.
“É incrível, porque é a primeira competição dele, ele entrou faz quatro meses no Cefat e é a primeira competição dele e ele já tá levando o primeiro lugar”, afirmou. “É o sonho da vida dele.”
A delegação de Maracaju também vive a primeira participação no Estadual. A técnica Alessandra Verão trouxe 11 atletas, de 7 a 12 anos, que frequentam um projeto gratuito no município.
Segundo ela, as aulas de ginástica existem há cerca de três anos, mas as meninas foram federadas há aproximadamente três meses, permitindo que começassem a competir. “É uma novidade para as meninas, elas estão super empolgadas”, relatou.
Entre elas está Aylla Verão, de 7 anos, filha da técnica. Na estreia, a menina disse que gostou mais da dança e apontou a reversão para trás como seu movimento favorito.

Alessandra percebeu que a inscrição na competição também teve efeito nos treinos da filha. “Eu vejo, depois que ela se inscreveu pra cá, o empenho dela, a dedicação. Então, é muito legal ter a oportunidade de ter tudo isso”, contou.
O projeto de Maracaju é aberto a crianças de diferentes condições sociais e oferece outras atividades, como judô, balé e reforço escolar. Para o Estadual, foram selecionadas algumas das alunas que se destacaram na ginástica.
O número de participantes exigiu mudanças na estrutura da competição. Conforme Elaine Mitsuko Nagano, diretora técnica da FGMS (Federação de Ginástica de Mato Grosso do Sul), o espaço do Cefat, onde ficam montados os quatro aparelhos femininos e os seis masculinos, ficaria apertado para receber todos os inscritos. Por isso, parte dos equipamentos foi transferida para outro local.
Na sexta-feira (9), as ginastas competiram nos quatro aparelhos femininos: solo, salto sobre a mesa, paralelas assimétricas e trave de equilíbrio. Neste domingo (11), as provas de base e iniciação se concentram no solo e no salto.
Elaine explica que o Estadual tem uma proposta diferente da Copinha, voltada a ampliar a participação na modalidade e que chega a reunir cerca de 300 crianças. Enquanto na Copinha todos recebem medalhas e certificados, no campeonato a premiação depende dos resultados.
“Aqui é competição. Então os melhores mesmo é que se destacam”, afirmou.

Além da disputa estadual, as apresentações ajudam na preparação para o Torneio Nacional de Ginástica Artística, previsto para novembro, em Maceió. Segundo Elaine, a edição do ano passado reuniu cerca de 1.500 atletas de todo o País.
Campo Grande, Dourados e Ponta Porã devem enviar delegações. A diretora estima que a participação sul-mato-grossense supere os aproximadamente 63 atletas de 2025, mas o número deste ano ainda não está definido.
“A gente sempre faz antes, para ser um treino tanto para os técnicos quanto para os atletas que vão participar”, termina.

