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domingo, 1 de novembro de 2026

Ambulantes enfrentam baixa procura por flores na véspera de Finados

Comerciantes apostam no feriado para recuperar o faturamento após um domingo de pouco movimento

A movimentação abaixo do esperado na véspera do Dia de Finados preocupa os ambulantes que trabalham nos arredores dos cemitérios de Campo Grande. Neste domingo (1º), vendedores de flores e velas relataram pouca procura e apostam no feriado desta segunda-feira (2) para melhorar as vendas.

No Cemitério Santo Antônio, Wagner Rodrigues, de 52 anos, trabalha no mesmo ponto há 23 anos durante o período de Finados. Segundo ele, o movimento perdeu força ao longo do tempo. Até o início da manhã, havia vendido apenas dois vasos de flores.

“Antigamente era mais movimentado. Agora não vem. O pessoal antecipa”, contou.

Para o ambulante, a tradição de visitar os cemitérios também tem diminuído entre as gerações mais novas. Apesar da baixa procura, ele mantém a expectativa de que o movimento aumente no dia do feriado.

A percepção é semelhante entre outros comerciantes. Crisvânia Alves Rodrigues, de 27 anos, que trabalha em um ponto no Cemitério Parque Primavera há sete anos, também classificou o movimento deste ano como parado. Até o momento da entrevista, havia registrado entre oito e dez vendas.

Segundo ela, os preços e a divulgação de pesquisas sobre os valores das flores também podem ter influenciado a procura.

No mesmo cemitério, Michel Tavares, de 37 anos, trabalha há uma década com a venda de flores durante o período. Ele contou que havia feito cerca de 20 vendas, mas considerou o movimento inferior ao de outros anos. Além do comércio sazonal, ele trabalha como feirante.

Compra antecipada – Enquanto os ambulantes aguardam os clientes, parte das famílias que visitou os cemitérios neste sábado já chegou com flores compradas antecipadamente. Foi o caso de Regina Canapelle, de 57 anos, que levou os arranjos no próprio carro.

Ambulantes enfrentam baixa procura por flores na véspera de Finados
Regina Canapelle levou flores compradas antecipadamente para homenagear familiares. (. Foto: Osmar Veiga)

A empresária contou que a família costuma antecipar a visita para evitar o movimento intenso do dia 2, quando também há restrições para a entrada de veículos. Antes de chegar ao cemitério, eles passaram em um supermercado para comprar as flores.

A mesma escolha foi feita por Benícia Carolina, de 69 anos. A aposentada levou flores de casa e aproveitou a visita para regar as orquídeas próximas aos túmulos dos pais. Ela contou que costuma ir ao cemitério antes do feriado para evitar o fluxo maior de pessoas.

Benícia mantém o hábito desde a morte dos pais. Para ela, a data representa um momento de saudade e recordação. “Nunca foi um dia triste para mim. É um dia de saudade e recordação, de lembrar as coisas boas que eles fizeram”, afirmou.

Ambulantes enfrentam baixa procura por flores na véspera de Finados
Benícia Carolina levou flores de casa e aproveitou a visita ao cemitério para cuidar das plantas próximas ao túmulo dos pais. (. Foto: Osmar Veiga)

Com a antecipação das visitas e das compras, os ambulantes esperam que o feriado deste domingo concentre uma parcela maior dos consumidores e ajude a recuperar as vendas.

Pesquisa de preços – A procura por flores e velas também ocorre em meio à diferença de preços entre os estabelecimentos de Campo Grande. Levantamento do Procon-MS, divulgado na semana anterior ao feriado, identificou variação superior a 200% entre os produtos pesquisados para o Dia de Finados.

A maior diferença foi registrada no crisântemo em vaso tamanho 11, encontrado por valores entre R$ 14,90 e R$ 45. A oscilação de 202,01% representa uma diferença de R$ 30,10 entre o menor e o maior preço.

O levantamento também identificou diferenças nos preços de velas, conforme a marca, o tamanho e a quantidade de unidades por embalagem.

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