A direção do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, terá de orientar os funcionários do setor de nutrição sobre o manuseio, descarte e a proibição de recolher sobras de alimentos. A determinação foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (21), após uma sindicância que terminou sem provas suficientes para responsabilizar disciplinarmente o servidor investigado.
A decisão foi assinada pela diretora-presidente da Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul, Marielle Alves Corrêa Esgalha, que condicionou o arquivamento do processo à realização de uma reunião formal com todos os servidores e colaboradores da Gerência de Nutrição, incluindo o funcionário investigado.
Durante o encontro, a chefia deverá reforçar as boas práticas de manipulação dos alimentos, os procedimentos corretos de descarte e a proibição do recolhimento de sobras. A orientação terá de ser registrada em ata, acompanhada de lista de presença assinada pelos participantes. Os documentos deverão ser anexados ao processo para comprovar o cumprimento da medida.
A sindicância foi analisada por uma comissão responsável pela investigação. O relatório final apontou ausência de provas suficientes de autoria e materialidade de infração disciplinar. Apesar disso, a diretora-presidente determinou a orientação coletiva antes de aceitar as conclusões e autorizar o arquivamento definitivo.
A publicação não detalha o que motivou a abertura da investigação, quais situações foram apuradas nem se houve problemas no fornecimento de refeições aos pacientes.
Em 2023, servidores do Hospital Regional denunciaram a presença de insetos, fios de cabelo e larvas nas refeições. Na época, a unidade informou que apuraria o caso. Não há relação confirmada com a sindicância atual.
Por meio de nota, o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) informou que não houve irregularidades no manuseio ou no descarte de alimentos e que a sindicância interna instaurada é um procedimento administrativo em andamento, que tramita sob sigilo em respeito à legislação, à preservação da imagem dos envolvidos e aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Por isso, o hospital não divulga detalhes da apuração.

