12.5 C
Dourados
quarta-feira, 24 de junho de 2026

Bonito, Dourados e Três Lagoas lideram interesse de investidores em pacote federal de concessões

Potencial econômico dos três aeroportos levou Estado a desistir de conceder outros seis terminais regionais, que permanecerão sob gestão pública

Os aeroportos de Bonito, Dourados e Três Lagoas foram apontados como os terminais mais atrativos de Mato Grosso do Sul para a iniciativa privada e, por isso, passaram a integrar o bloco federal de concessões aeroportuárias vinculado ao Aeroporto Internacional de Brasília.

A avaliação consta dos estudos de pré-viabilidade realizados pelo Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) em conjunto com a Infra S.A., empresa pública ligada ao Ministério dos Transportes. A conclusão levou o Governo de Mato Grosso do Sul a abandonar os planos de conceder outros seis aeroportos regionais que faziam parte do projeto estadual.

Com a mudança, os aeroportos de Santa Maria, em Campo Grande, além dos terminais de Chapadão do Sul, Coxim, Porto Murtinho, Naviraí e Nova Andradina, continuarão sob administração do Estado.

Inicialmente, o governo estadual estudava a concessão de nove aeroportos regionais para atrair investimentos destinados à modernização, ampliação e manutenção da infraestrutura. No entanto, os levantamentos técnicos apontaram que Bonito, Dourados e Três Lagoas possuem maior potencial de movimentação e retorno econômico, despertando interesse do mercado.

Os três aeroportos passaram a integrar o bloco federal de dez terminais aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e atualmente em fase de preparação para licitação. Também fazem parte do pacote aeroportos localizados em Mato Grosso, Goiás, Paraná e Bahia.

O projeto integra o programa Ampliar, do Ministério de Portos e Aeroportos, criado para expandir e modernizar aeroportos regionais por meio da participação da iniciativa privada.

De acordo com os estudos analisados pelo TCU, os aeroportos de Bonito, Dourados e Três Lagoas devem receber investimentos estimados em R$ 270,2 milhões. Três Lagoas concentra a maior demanda de recursos, com previsão de R$ 117,2 milhões. Dourados aparece na sequência, com necessidade de R$ 105,5 milhões, enquanto Bonito deverá receber R$ 47,5 milhões.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deve abrir consulta pública sobre a concessão ainda nesta semana. A previsão é que o edital seja publicado até o final de setembro, embora ainda não exista garantia de que o leilão ocorra em 2026 devido ao calendário eleitoral.

Segundo a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), os aeroportos que ficaram fora do pacote federal não atendem aos critérios do modelo de concessão, que prioriza terminais com operações regulares de voos comerciais.

Essas unidades continuam desempenhando funções estratégicas para o Estado, atendendo serviços de transporte aeromédico, combate a incêndios, segurança pública e apoio à aviação regional, motivo pelo qual permanecerão sob gestão pública.

Leia também

Últimas Notícias