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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Capital recebe tecnologia para fabricar próteses dentárias no SUS, ainda sem uso

Sesau afirmou que já iniciou capacitação de profissionais para operar equipamentos

Campo Grande recebeu três kits digitais para o SUS (Sistema Único de Saúde) moldar e fabricar suas próprias próteses dentárias e dentaduras, acelerando o atendimento às pessoas que aguardam para recebê-las. Mas eles ainda não estão em uso porque os profissionais que vão operar os equipamentos precisam concluir uma formação.

Segundo informou a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), o curso começou na semana passada e é realizado em parceria com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). A reportagem questionou a instituição de ensino sobre a previsão de término e aguarda retorno para acrescentar à matéria.

Os kits foram comprados pela AgSUS (Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde) e distribuídos a municípios pelo Ministério da Saúde. Eles incluem scanner intraoral (que cria imagens de alta precisão da parte interna da boca), notebook, softwares de planejamento, impressoras 3D, equipamentos de lavagem e pós-cura (responsáveis pelo acabamento final da peça), além de nobreak e resinas específicas para diferentes tipos de próteses.

Capital recebe tecnologia para fabricar próteses dentárias no SUS, ainda sem uso
Profissionais participam de formação na Universidade Federal do Maranhão (. Foto: Divulgação/Assessoria)

A pasta federal prevê que cirurgiões-dentistas, além de técnicas e técnicos em prótese dentária participem das formações e aprendam a operar os equipamentos.

Ao todo, serão distribuídos 500 kits a 409 municípios, sendo que alguns receberão mais de um kit conforme o porte populacional. A Sesau não informou quando Campo Grande recebeu seus três combos.

Anos aguardando – De alguns meses a três anos. Esse é o tempo que pacientes relataram esperar por próteses dentárias e outros atendimentos odontológicos em entrevistas feitas pelo Campo Grande News em julho deste ano, em frente à USF (Unidade de Saúde da Família) José Tavares, no Bairro Nova Lima. Naquela ocasião, 50 pessoas faziam fila no local, algumas desde a madrugada, para conseguir se consultar com um dentista.

Capital recebe tecnologia para fabricar próteses dentárias no SUS, ainda sem uso
Moradores do bairro mais populoso de Campo Grande fazendo fila em frente à USF José Tavares (. Foto: Geniffer Valeriano/Arquivo)

A reportagem questionou a Sesau sobre o tamanho da demanda reprimida, mas não teve resposta. Quanto ao uso dos kits recebidos, a pasta afirmou que "como as etapas de implementação e organização dos fluxos de trabalho ainda estão em andamento, as estimativas serão avaliadas conforme o avanço do projeto e a definição das orientações técnicas e operacionais".

Como funciona o combo – No atendimento odontológico, com o uso do scanner intraoral, um profissional do SUS fará a captura digital das estruturas bucais para gerar um modelo tridimensional.

Após, a prótese é planejada num programa de computador e produzida por meio de impressão 3D. Feita a impressão, são realizados a lavagem, pós-cura, acabamento, caracterização, ajustes e instalação clínica.

Capital recebe tecnologia para fabricar próteses dentárias no SUS, ainda sem uso
Paciente de Mato Grosso do Sul atendida na rede pública (. Foto: Divulgação/Secretaria Estadual de Saúde)

Atendimento – Pessoas que precisarem de qualquer tipo de atendimento odontológico precisam seguir o seguinte caminho no SUS:

– Procurar a USF mais próxima levando documento de identificação, cartão do SUS e comprovante de residência; – Agendar consulta com a equipe de saúde bucal; – O atendimento começa na Atenção Primária. Se necessário, será feito encaminhamento para casos que exigem tratamento especializado nos CEOs (Centros de Especialidades Odontológicas) ou outros serviços da rede.

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