O casal de idosos flagrado com mais de uma tonelada de maconha afirma ter usado a residência do filho e da nora como depósito sem que eles soubessem. Segundo Hilton Dino da Silva, de 68 anos, e Edilma da Silva, de 61, os dois estavam viajando quando a droga foi levada para o imóvel, em Campo Grande.
A versão aparece nos interrogatórios que integram o APF (Auto de Prisão em Flagrante). Hilton declarou que a residência onde a maconha foi armazenada era a moradia do filho e da nora. Edilma confirmou a informação e afirmou que os parentes não sabiam da presença da carga.
Segu ndo o site Campo Grande News, o aposentado admitiu que foi contratado para guardar a maconha e depois entregá-la a uma terceira pessoa nas proximidades da Avenida Guaicurus. Ele contou que conheceu o contratante no sábado anterior, em um restaurante localizado em um posto de combustíveis na saída para Sidrolândia, e que sabia apenas o apelido do homem.
Edilma também admitiu que tinha conhecimento do armazenamento da droga. Ela afirmou que a carga chegou à residência na manhã de sexta-feira (17), mas alegou não saber quem levou o material até o local nem quem havia contratado o marido.
A prisão ocorreu depois que a Ficco/MS (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul) recebeu a informação de que um casal de idosos mantinha um depósito de entorpecentes na Capital. Os suspeitos foram monitorados durante a semana.
Hilton foi abordado quando deixava o imóvel dirigindo um Vectra carregado com caixas de maconha. Dentro da residência, os policiais encontraram mais entorpecentes em um dos cômodos. Outros volumes estavam escondidos em quatro pneus de caminhão localizados em um terreno vizinho.
A apreensão somou 1.028,9 quilos de maconha. Hilton e Edilma foram autuados em flagrante por tráfico de drogas.

