As chuvas registradas nas últimas semanas reduziram o ritmo da colheita do milho da segunda safra em Mato Grosso do Sul. Levantamento da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja-MS) mostra que apenas 0,1% da área cultivada havia sido colhida até a segunda semana de junho, percentual inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Segundo a entidade, o excesso de umidade nos grãos e as dificuldades para a entrada de máquinas nas lavouras têm retardado o início dos trabalhos nos principais municípios produtores do estado.
De acordo com o coordenador técnico da Aprosoja-MS, Gabriel Balta, as precipitações acima do esperado impediram um avanço mais rápido da colheita.
“A maior umidade dos grãos dificulta o avanço das máquinas no campo e adia o início mais intenso da colheita”, explicou.
O índice atual representa um atraso de cerca de dois pontos percentuais em relação ao mesmo período da safra anterior.
Apesar da lentidão no início da operação, a Aprosoja destaca que a colheita costuma ganhar ritmo ao longo das próximas semanas. Historicamente, a maior concentração dos trabalhos ocorre entre o fim de junho e, principalmente, na segunda quinzena de julho, quando a retirada da produção se intensifica nas propriedades rurais.
Lavouras apresentam bom potencial
Enquanto aguardam condições mais favoráveis para a colheita, os produtores seguem monitorando o desenvolvimento das plantações.
O levantamento aponta que 70,8% das áreas cultivadas apresentam boas condições de desenvolvimento. Outros 18,3% das lavouras foram classificadas como regulares e 10,9% estão em situação considerada ruim.
Produção deve superar 11 milhões de toneladas
Para a safra 2025/2026, a estimativa é de cultivo em 2,206 milhões de hectares, área 3% maior que a registrada no ciclo anterior.
A produtividade média esperada é de 84,2 sacas por hectare, o que pode resultar em uma produção de aproximadamente 11,139 milhões de toneladas de milho.
Apesar do volume expressivo, a previsão representa uma queda de 20,1% em relação à safra passada, reflexo das condições climáticas enfrentadas ao longo do ciclo produtivo.

