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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Condutora é surpreendida com agressão a socos no cruzamento da Afonso Pena

Mulher estava no semáforo e só conseguiu sair quando fez menção de dar dinheiro ao homem

Há anos, Vanuza Fazan faz o mesmo trajeto de carro, do trabalho para casa, passando pela Avenida Afonso Pena. Na última segunda-feira (19), no cruzamento com a Avenida Ernesto Geisel, foi surpreendida por um homem que avançou em sua direção e tentou agredi-la a socos.

“Foi uma coisa inesperada, até passei mal”, disse Vanuza, em entrevista ao Campo Grande News.

A tentativa de agressão aconteceu por volta das 14h30. Vanuza conta que, antes de chegar ao cruzamento, calcula se consegue passar sem precisar parar. Caso o sinal esteja fechado, reduz a velocidade enquanto aguarda o sinal verde.

Na segunda-feira, não teve jeito e parou no semáforo. Sem ar-condicionado no carro e, devido à alta temperatura, a condutora estava com o vidro aberto. “Eu já tinha visto ele por ali, mas não achei que fosse acontecer nada; você nunca pensa que vai acontecer com você”.

As imagens feitas por um outro condutor que estava logo atrás mostram a ação. “De repente ele veio com murro, consegui me esquivar para o lado”, contou Vanuza.

O homem desfere socos em direção à motorista pela janela aberta. Depois, faz sinais com a mão. Segundo Vanuza, ele pedia dinheiro repetidamente dizendo "pega pra mim, pega pra mim". Em seguida, posiciona-se na frente do veículo, impedindo a saída dela quando o sinal abre. “Nessa hora, pensei: se acelerar, atropelo; se colocar a mão na bolsa, ele vai sair e vou conseguir avançar”.

Vanuza pegou a bolsa e fez sinal para ele. Foi somente aí que o homem resolveu voltar para o lado da janela da motorista, e ela conseguiu avançar, fugindo da situação. Caso o plano não funcionasse, ela já traçava outra rota de fuga: passar para o banco do passageiro para abrir a porta e fugir.

O condutor que registrou as imagens a seguiu para perguntar se estava bem. Vanuza parou o carro mais adiante, pois começou a se sentir mal. “Travei minha coluna, não conseguia me mexer”, lembrou. Aos poucos, foi recuperando a respiração e conseguiu ir para casa.

Vanuza diz que vê o homem no cruzamento há pelo menos três anos e que já presenciou outras situações, como quando ele teria cuspido em um motorista. Ela afirma que irá denunciar o caso à polícia.

O homem estaria em situação de rua. Policiais militares estiveram no local, pediram para que ele saísse do cruzamento, mas ele acaba retornando, conforme relato de quem sempre passa pelo local.

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