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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Lembra da tubaína no saquinho? Agora até caipirinha entrou na onda

Empreendedora deixa clientes escolherem frutas, sabores e inclusive a mistura do próprio drink

Quem disse que caipirinha precisa ser servida em copo? Em Campo Grande, a criatividade ganhou espaço nas feiras com uma proposta diferente: drinks preparados e servidos em saquinhos. A ideia veio das produções coreanas e virou negócio nas mãos de Luana de Matos Vanderlei, de 35 anos, que encontrou nos doramas a inspiração para transformar bebidas tradicionais em uma experiência prática e personalizada.

Tudo começou com as visitas de Luana e do marido, João Victor Silva Gonçalves, de 34 anos, às feirinhas da Capital. Enquanto ele já tinha experiência trabalhando com bebidas, ela sentia falta de opções além da cerveja e do chope. Fã de produções sul-coreanas, decidiu apostar nas embalagens que costumava ver nas lojas de conveniência retratadas nas séries.

"Eu sou muito dorameira. A inspiração veio daquela pegada das bebidas de conveniência coreanas, sabe? É uma bebida no saquinho mesmo, que você pega e pode curtir tranquilo", conta.

A proposta é simples: o cliente escolhe o que quer beber e participa da montagem do próprio drink. No caso das caipirinhas, é possível selecionar a fruta e a bebida alcoólica. Entre as opções estão limão, morango, maracujá e frutas vermelhas. Mas a liberdade não termina aí. "A gente resolveu dar a sensação de a pessoa montar o próprio drink. Queremos que ela se sinta livre para criar um sabor só dela", explica Luana.

E não é só de caipirinha que vive a barraca. O cardápio também inclui soda italiana, café gelado, chá-mate, batidinha de morango, mojito e pink lemonade, um dos favoritos dos clientes. Na soda italiana, são cerca de 8 opções de sabores que podem ser combinados.

Dá para misturar melancia com gengibre e rum ou apostar em maçã verde com melancia, por exemplo. As bebidas também podem ser preparadas sem álcool. "Tudo é personalizado. Se a pessoa quiser misturar sabores e criar uma bebida diferente, ela pode", afirma.

Os preços começam em R$ 18 para as opções sem álcool, com acréscimo de R$ 2 para adicionar bebida alcoólica. Entre as caipirinhas, as de limão, morango e maracujá custam R$ 20, enquanto as combinações de maracujá com morango e de frutas vermelhas saem por R$ 22. Segundo Luana, o comportamento dos consumidores muda conforme a feira. "No Bosque da Paz, a gente gasta mais vodca. No Borogodó, a gente gasta mais cachaça. Cada feira tem um público diferente", observa.

Além das combinações tradicionais, Luana também gosta de inventar receitas. Uma delas é o Mate Louco, preparado com chá-mate, limão e guaraná. A soda italiana da barraca também tem uma versão própria, diferente da receita convencional. E as referências coreanas continuam rendendo ideias.

A próxima experiência que ela pretende testar é uma mistura de soju, bebida alcoólica tradicional da Coreia do Sul, com Yakult. "Nossa cartela seria extensa se a gente colocasse todas as nossas ideias. Às vezes, eu levo uma bebida inventada para uma edição da feira, mas, quando não tem a saída esperada, acabo desistindo da ideia", relata.

Lembra da tubaína no saquinho? Agora até caipirinha entrou na onda
Cardápio permite que clientes escolham frutas, sabores e combinações com ou sem álcool (. Foto: Arquivo Pessoal)

Por enquanto, o negócio funciona exclusivamente nas feiras, mas os planos incluem disponibilizar as bebidas por aplicativos de entrega, como o iFood. Luana também pensa em ampliar o cardápio com lanches, mantendo a proposta de utilizar saquinhos como embalagem. Outra ideia é incentivar a reutilização: embora ainda não tenha conseguido implantar um sistema de refil, ela oferece desconto para quem retorna com a embalagem.

O casal toca o empreendimento, conciliando a barraca com outros trabalhos. Luana atua como agente de viagens, enquanto João Victor trabalha em uma fábrica de cookies. Dependendo do movimento, eles contratam ajuda para atender os clientes.

A ideia também desperta aquela memória afetiva de quem cresceu tomando refrigerante no saquinho, costume que marcou a infância de muita gente. Luana conta que chegou a preparar uma versão da tradicional Tubaína, trazendo um gostinho de nostalgia para a barraca. "Teve um tempo que eu fiz uma bebida tradicional que chama Tuba Aí", relembra.

A ideia já conquistou frequentadores que procuram a barraca especialmente pelas bebidas. Alguns se tornaram tão assíduos que o casal já sabe o pedido antes mesmo de o cliente escolher.

Para quem ficou curioso e quer experimentar as bebidas no saquinho, a próxima oportunidade será neste domingo (18), quando o casal voltará a participar do Bosque da Paz. Por enquanto, Luana e João Victor atendem apenas nesses eventos, mas pretendem ampliar as vendas e disponibilizar os drinks também por aplicativos de entrega. A agenda também pode ser acompanhada pelo Instagram @toma_ai_drinks.

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