Mato Grosso do Sul se manteve pelo segundo ano consecutivo no 6º lugar entre os estados com melhor desempenho econômico, de acordo com o “Ranking de Competitividade dos Estados 2026 – Eleições”, estudo realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), divulgado na quarta-feira.
O estudo analisa 33 indicadores, em quatro áreas: capital humano, infraestrutura, inovação e potencial de mercado.
Essa posição foi mantida mesmo com o Estado registrando crescimento de 1,52 pontos no escore (índice que mede a capacidade financeira) no ano passado, quando atingiu 51,84 pontos de um total de 100. Em 2024, a pontuação foi de 50,32.
Na primeira análise do instituto, em 2023, o índice totalizou 53,38 pontos, fazendo com que Mato Grosso do Sul ocupasse o 5º lugar no ranking à época.
Esta pontuação de 2025 colocou o Estado atrás de Minas Gerais, com 52,11 pontos, na 5ª posição; Rio Grande do Sul, com 56,61; Paraná, com 57,37; Santa Catarina, com 63,15; e em primeiro lugar São Paulo, com 64,14 pontos.
O estudo, que apresenta a trajetória das unidades da federação entre 2023 e 2025, destacou que “Minas Gerais subiu uma posição no ranking, para o 5º lugar, fazendo com que Mato Grosso do Sul caísse e permanecesse na 6ª posição (2024 e 2025).
A trajetória do top 10 da Economia indica estabilidade relativa no topo, com São Paulo preservando a liderança e Santa Catarina permanecendo entre os primeiros colocados ao longo de todo o triênio. Paraná fechou 2025 em uma posição mais alta do que no início do período, enquanto Rio Grande do Sul caiu uma posição”, informou o estudo.
Para definir a posição do Estado no ranking, o CLP considerou que Mato Grosso do Sul manteve a 2ª posição nacional em Capital Humano nos três anos analisados mesmo com o score crescendo. Atingiu 67,73 em 2025, contra 66,58 em 2024, e 65,45 em 2023. Em primeiro lugar (nos três ciclos apreciados) está Santa Catarina, com score de 72,8 pontos.
Já o crescimento neste quesito, entre 2024 e 2025, teve a nota média de 45,9, ocupando o 15º lugar no ranking nacional deste componente, que considera a evolução do Estado em relação a ele mesmo.
No componente Infraestrutura, o incremento teve nota média de 44,33 pontos, representante a 16ª posição no ranking. Em Inovação, MS teve o 5º maior crescimento do País, atingindo nota média de 44,56.
Já o pilar Potencial de Mercado teve a nota mais baixa dos quatro componentes básicos usados como critério para definir a classificação. A média de aumento foi de 26,05 pontos, o que coloca o estado em 23 º lugar, quase um dos últimos colocados.

CRESCIMENTO
O levantamento também apontou que o Estado teve o 16º maior crescimento do País em 2025, com nota média de crescimento econômico de 40,21.
Este parâmetro, diferentemente do ranking de posições, considera o avanço dos estados em relação a eles mesmos, indicando onde houve melhora nos quatro itens do conjunto de indicadores, esclarecendo que “observa-se que o maior dinamismo do período não ficou restrito aos estados tradicionalmente mais bem colocados em nível, mas se distribuiu sobretudo entre estados do Nordeste, com apoio relevante do Sudeste e do Centro-Oeste”.
Esta citação envolve a Bahia, a Paraíba e o Piauí, com média de 48,52, 48,48 e 47,48, respectivamente. Estas unidades da federação ocupam o 2º, 3º e 5º lugares no ranking de crescimento em 2025 no pilar economia.
De acordo com o CLP, o ranking do segmento econômico é uma ferramenta que tem objetivo de mensurar a capacidade dos entes federativos brasileiros em gerar bem-estar para a população.
Com base em dados oficiais, o ranking oferece um raio-X da gestão pública local a partir dos indicadores estruturados em quatro pilares: Capital Humano, Infraestrutura, Inovação e Potencial de Mercado.
Já o Ranking Geral, do qual o econômico faz parte, são utilizados 100 indicadores considerados fundamentais para a promoção da competitividade e melhoria da gestão pública dos Estados brasileiros, distribuídos em 10 pilares temáticos: infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação.
O CLP explica em seu site que o estudo tem como objetivo principal alcançar um entendimento mais profundo e abrangente das 27 unidades da federação, trazendo para o público uma ferramenta simples e objetiva para pautar a atuação dos líderes públicos brasileiros na melhoria da competitividade e da gestão pública dos seus Estados.
Ao mesmo tempo, pode representar também uma ferramenta bastante útil para o setor privado balizar decisões de investimentos produtivos, ao estabelecer critérios de atratividade em bases relativas entre os Estados, de acordo com as especificidades de cada projeto de investimento.
Para definir a estrutura, composição e a metodologia de cálculo do Ranking, é usado “um amplo estudo da literatura acadêmica especializada, bem como da experiência nacional e internacional na confecção de rankings de competitividade”, ressalta a entidade.

