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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Sem acordo na Justiça, Prefeitura defende diálogo com moradores sobre Centro Pop

SAS afirma que se manifestou nos autos; futuro da unidade no Amambaí aguarda decisão do juiz

A SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) de Campo Grande afirma que está aberta ao diálogo com a comunidade do bairro Amambaí, após a audiência de conciliação sobre o futuro do Centro Pop na última terça-feira (6) terminar sem acordo entre a Prefeitura e os moradores.

Conforme a secretaria, o órgão se manifestou no processo dentro do prazo de 72h estipulado pela Justiça após a audiência. No entanto, a administração municipal informou que não fará novos comentários sobre o caso fora dos autos, alegando que a ação judicial segue em andamento.

Segundo apurado pelo Campo Grande News, durante a audiência, a gestão municipal defendeu a manutenção do funcionamento do Centro Pop na região. A Prefeitura sustentou que a unidade está situada em endereço próprio e alegou que a proximidade com a instituição de ensino não comprova, por si só, qualquer ilegalidade ou risco concreto.

Em nota, a Secretaria informou que, desde a inauguração do Centro Pop no prédio da antiga SAS, no bairro Amambaí, a Guarda Civil Metropolitana “intensificou sua presença na região, com a Ronda Escolar atuando em frente à Escola Municipal José Rodrigues Benfica, principalmente nos horários de entrada e saída dos alunos”.

Porém, relatos de moradores anexados à ação contestam a efetividade do patrulhamento e afirmam que, após o encerramento do expediente do Centro Pop, dezenas de frequentadores permanecem nos arredores consumindo bebidas alcoólicas e substâncias ilícitas.

A SAS orienta ainda que, em caso de ocorrências ou situações de insegurança no bairro, os moradores do Amambaí podem entrar em contato com a Guarda Civil Metropolitana pelo telefone 153.

Sem acordo na Justiça, Prefeitura defende diálogo com moradores sobre Centro Pop
Cachimbo de crack e esqueiro fotografado em um muro de uma residência no bairro Amambaí (. Foto: Reprodução/Autos do processo)

Insegurança e impacto no comércio – A proximidade do Centro Pop com a Escola Municipal José Rodrigues Benfica é um dos pontos centrais do questionamento dos moradores. Os relatos apontam que alunos e professores têm se mostrado apreensivos com a presença do centro assistencial, registrando episódios de pessoas em estado de embriaguez ou sob efeito de drogas na calçada da escola.

Há relatos de que, ainda durante o período de reformas do imóvel, homens chegaram a subir no muro da unidade para abordar estudantes. O clima de tensão se intensificou com a denúncia de invasão ao prédio escolar, noticiada pelo Campo Grande News no dia 5 de outubro, um dia antes da audiência.

O comércio local também relata prejuízos e medo. Uma comerciante idosa, que atende principalmente estudantes no contraturno, relata abordagens ostensivas e agressivas a clientes, além do aumento de furtos na vizinhança, incluindo o furto frequente de hidrômetros.

Com a manifestação da Prefeitura, o processo segue para apreciação do juiz. A decisão poderá definir se a instalação do Centro Pop no bairro Amambaí será mantida, suspensa temporariamente ou sujeita a novas medidas de segurança e adequação.

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