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domingo, 18 de outubro de 2026

Símbolo da Cachoeira do Inferninho, figueira é arrastada pela força da água

Árvore ficava no paredão do despenhadeiro, que tem 30 metros de altura

Símbolo da Cachoeira do Inferninho, na zona rural de Campo Grande, figueira, que ficava no páredão do despenhadeiro e era usada para a prática de rapel, foi levada pela água. A árvore era presença marcante nas fotografias de quem visitava o local e fazia parte da “identidade visual” do Inferninho, na saída para Rochedo.

Hélio Bordon, de 45 anos, técnico em Química, lamenta o vazio deixado pela árvore na paisagem da Cachoeira do Inferninho.

“Pena que ela caiu aí com a chuva, sentimos bastante falta. Já era algo marcado daqui da Cachoeira do Inferninho”.

Segundo Hélio, a árvore foi levada durante a chuvarada da semana. “Daí em diante, mudou bastante o cenário aqui”. Ele lembra que a figueira era usada para descida de rapel, um importante ativo no turismo da região.

Ione Paes, de 64 anos, conta que sente falta da figueira e relata a sensação de vazio. “A gente fica triste, né? Porque acontecia tanta coisa aí nesse lugar”.

Segundo o tratorista Wesley Pedroso, de 28 anos, as pessoas sentem falta da sombra da árvore. “Todo mundo vinha e parava debaixo da sombra”. A figueira também protegia quem se aproximava da cachoeira, pois permitia que as pessoas se apoiassem.

Símbolo da Cachoeira do Inferninho, figueira é arrastada pela força da água
Cachoeira é atrativo na APA do Córrego Ceroula, na saída para Rochedo. (. Foto: Geniffer Valeriano)

A Cachoeira do Inferninho tem 30 metros de altura, o que favorece esportes radicais. O atrativo fica na APA (Área de Proteção Ambiental) do Ceroula, que se espalha por 56.500 hectares, equivalente a 7% do território municipal. Os nomes são frutos de estórias populares e fatos reais.

A cachoeira foi batizada de Inferninho por se tratar de um local de “desova” de cadáveres. Já Ceroula, nome do corpo hídrico é porque os viajantes que passavam pela região banhavam-se no córrego e estendiam suas roupas às margens, onde as águas carregavam suas ceroulas.

A região também tem a Cachoeira do Ceuzinho, uma homenagem às cerimônias religiosas que aconteciam no local na década de 1990. Os dados são do Plano de Manejo da APA da Bacia do Córrego Ceroula.

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