Símbolo da Cachoeira do Inferninho, na zona rural de Campo Grande, figueira, que ficava no páredão do despenhadeiro e era usada para a prática de rapel, foi levada pela água. A árvore era presença marcante nas fotografias de quem visitava o local e fazia parte da “identidade visual” do Inferninho, na saída para Rochedo.
Hélio Bordon, de 45 anos, técnico em Química, lamenta o vazio deixado pela árvore na paisagem da Cachoeira do Inferninho.
“Pena que ela caiu aí com a chuva, sentimos bastante falta. Já era algo marcado daqui da Cachoeira do Inferninho”.
Segundo Hélio, a árvore foi levada durante a chuvarada da semana. “Daí em diante, mudou bastante o cenário aqui”. Ele lembra que a figueira era usada para descida de rapel, um importante ativo no turismo da região.
Ione Paes, de 64 anos, conta que sente falta da figueira e relata a sensação de vazio. “A gente fica triste, né? Porque acontecia tanta coisa aí nesse lugar”.
Segundo o tratorista Wesley Pedroso, de 28 anos, as pessoas sentem falta da sombra da árvore. “Todo mundo vinha e parava debaixo da sombra”. A figueira também protegia quem se aproximava da cachoeira, pois permitia que as pessoas se apoiassem.

A Cachoeira do Inferninho tem 30 metros de altura, o que favorece esportes radicais. O atrativo fica na APA (Área de Proteção Ambiental) do Ceroula, que se espalha por 56.500 hectares, equivalente a 7% do território municipal. Os nomes são frutos de estórias populares e fatos reais.
A cachoeira foi batizada de Inferninho por se tratar de um local de “desova” de cadáveres. Já Ceroula, nome do corpo hídrico é porque os viajantes que passavam pela região banhavam-se no córrego e estendiam suas roupas às margens, onde as águas carregavam suas ceroulas.
A região também tem a Cachoeira do Ceuzinho, uma homenagem às cerimônias religiosas que aconteciam no local na década de 1990. Os dados são do Plano de Manejo da APA da Bacia do Córrego Ceroula.

