Jornalistas da CNN, da MS NOW e do Politico puderam retornar à Casa Branca na tarde desta quinta-feira, 24.
A liberação ocorreu após os veículos entrarem com um pedido de emergência para uma audiência, uma vez que o governo Trump permaneceu desrespeitando a ordem judicial que já havia derrubado o veto.
A repórter Betsy Klein e um fotojornalista da CNN chegaram a ter o acesso negado aos jardins da Casa Branca, apesar de várias tentativas, incluindo uma após as 9h.
Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que proibiria o acesso dos três veículos à Casa Branca como punição pela divulgação do que considera “notícias falsas”.
“Pessoas e publicações de notícias falsas que só escrevem coisas negativas e que violam nossa segurança nacional publicando histórias falsas e difamatórias com ‘fontes’ desconhecidas não deveriam ter acesso ao escritório mais importante do mundo”, escreveu ele na Truth Social na segunda-feira.
“Praticamente todas as matérias sobre mim, ou sobre qualquer coisa relacionada a mim, são negativas, incorretas e, em muitos casos, PERIGOSAS para o nosso país.”
Os veículos acionaram à Justiça e defenderam que Trump violou direitos garantidos ao revogar as credenciais de repórteres que cobriam a Casa Branca.
O grupo também citou a Quinta Emenda da Constituição dos EUA, que garante o direito ao devido processo legal. Segundo os veículos, a suspensão imediata, sem aviso prévio, é arbitrária, e o motivo apresentado por Trump, de que os jornalistas publicavam notícias falsas, é vago e não corresponde a um argumento plausível para a punição.
“Se não for contestada, essa medida ameaça a liberdade de imprensa e o direito do público ao jornalismo independente, livre de interferência do governo”, disseram os veículos em uma nota conjunta.

