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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Baleado por adolescente em Bonito, homem tem comprometimento neurológico grave

Vítima está na ala vermelha da Santa Casa desde a noite de sábado (24); autor e pai seguem foragidos

O homem que sobreviveu ao ataque a tiros atribuído a um adolescente de 16 anos, após uma carreata política em Bonito, a cerca de 300 quilômetros de Campo Grande, apresenta sinais graves de comprometimento neurológico. A vítima está internada na ala vermelha da Santa Casa da Capital desde a noite de sábado (24), quando foi baleada. O adolescente e o pai dele, de 47 anos, continuam foragidos.

Conforme o registro da ocorrência, o homem foi atingido por dois disparos na região do tórax, um na lateral direita e outro nas costas. Segundo o boletim médico, ele está com a respiração e a circulação estáveis, mas apresenta sinais graves de comprometimento neurológico.

O caso aconteceu durante uma briga generalizada nas proximidades da Rua Monte Castelo, após uma carreata política. De acordo com relatos de testemunhas à Polícia Militar, a confusão começou quando o pai do adolescente agrediu o homem. A briga teria se intensificado quando outras pessoas passaram a defender o rapaz.

Ao ver o pai sendo atacado , o jovem teria buscado um revólver em uma caminhonete e voltado ao local, onde efetuou os disparos contra os envolvidos na briga. Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, foi atingido por três tiros, socorrido e levado ao Hospital Darcy João Bigaton, mas morreu após dar entrada na unidade.

O segundo homem também foi baleado e precisou ser transferido para Campo Grande. Após os disparos, pai e filho teriam deixado o local em uma caminhonete. A Polícia Militar fez buscas na região, mas não conseguiu encontrá-los.

No domingo (25), a Justiça determinou a apreensão do adolescente a pedido da Polícia Civil. A defesa dos dois informou que pretendia apresentá-los à polícia nesta segunda-feira (26), em Aquidauana, onde a família tem residência. Até o momento, porém, ambos seguem foragidos.

A Polícia Civil apura as circunstâncias da briga, a origem da arma e como o adolescente teve acesso ao revólver. A eventual responsabilidade do pai também será investigada.

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